
handle: 1822/45701
A profissão de professor é ao mesmo tempo um privilégio e desafio. Privilégio na medida em que trabalhamos com criança e jovens que não nos deixam estagnar e um desafio no sentido em que estamos sempre a ser postos à prova, requerendo um trabalho contínuo, constante e atualizado sobre os conteúdos programáticos da área disciplinar. Ser professor é saber promover o gosto pelo saber, é disponibilizar-se, é saber pôr as questões ligados aos conteúdos programáticos, é motivar para a compreensão e explicação da realização do ser humano. Um ser em projeto que é em simultâneo Dasein e cognitivamente fenoménico que se desvela em cada momento, sem nunca se deixar apreender ou conhecer. A profissão de professor deveria ser encarada como uma dádiva, como um dom que se cultiva com os alunos e encontra o seu fim neles mesmo. Por isso, a consciencialização de ser professor se confunde ou se funde com a razão da sua existência: ser professor é simultaneamente ensinar e educar. Vantagem e responsabilidade maiores cabem ao professor de Filosofia porque possibilita ao aluno a construção de um desenvolvimento enquanto pessoa livre, responsável e autónoma. Ajuda o aluno a compreender-se enquanto pessoa e cidadão, respeitando as diferenças, relativizando o seu ponto de vista e cooperando para a construção de um mundo melhor. Nesta partilha, o professor de Filosofia constrói-se também enquanto pessoa e cidadão com responsabilidades acrescidas, mas reconhecidas e exigidas pelo sistema ou pela sua consciência de deontológica. Atendendo ao sobredito, e logo após a Introdução, é apresentado no primeiro capítulo, o meu percurso de vida, evidenciando a coerência entre um ideal humanista, uma escolha de formação académica e o exercício da profissão de professor. No segundo capítulo destaca-se a ligação entre o professor e o aluno, conquistando-o e ajudando-o a crescer como pessoa e cidadão, tanto pelos afetos, como pelo diálogo aberto e crítico implementado na aula. Aqui se mostra a essência do professor de Filosofia como formador e educador de homens onde o chamamento acarreta responsabilidade, compromisso e dedicação. No terceiro capítulo reflete-se sobre o que é ensinar, se se deve ensinar, o que se deve ensinar, como ensinar, tendo por horizonte a importância da disciplina de Filosofia no ensino secundário, enquanto estruturante para um conhecimento, uma formação e construção do aluno como pessoa livre, responsável e autónomo. Seguem-se a Conclusão, a Bibliografia e os Anexos.
Educação, Professor, Ensino de filosofia, Teacher, Ensino secundário, Philosophy teaching, Secondary school, Ciências Sociais::Ciências da Educação, Education
Educação, Professor, Ensino de filosofia, Teacher, Ensino secundário, Philosophy teaching, Secondary school, Ciências Sociais::Ciências da Educação, Education
| selected citations These citations are derived from selected sources. This is an alternative to the "Influence" indicator, which also reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically). | 0 | |
| popularity This indicator reflects the "current" impact/attention (the "hype") of an article in the research community at large, based on the underlying citation network. | Average | |
| influence This indicator reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically). | Average | |
| impulse This indicator reflects the initial momentum of an article directly after its publication, based on the underlying citation network. | Average |
