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Comunicar a ciência de uma forma acessível e atrativa, com vistas à promoção de mudanças comportamentais significativas, é um dos desafios da comunidade científica. Especialmente em tempos de falsos especialistas nas redes digitais e de saturação de dados nos vários meios de comunicação como nunca antes, é cada vez mais necessário estabelecer contato direto e sensível entre ciência e sociedade – da Física à Sociologia, do Direito à Ecologia. Pesquisados por cientistas de todo o mundo, os recifes de corais estão entre os ecossistemas mais produtivos do planeta e, no entanto, a comunidade científica prevê perda de mais de 60% desse ambiente até 2030 – ano em que também está em vigor o objetivo de “Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e recursos marinhos”, como descrito na proposta do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) para a Agenda 2030 de número catorze, dentre os dezessete ODS da Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, para combater essas ameaças e ampliar a cooperação internacional em pesquisas para sua conservação, a ONU declarou 2021 a 2030 a Década do Oceano. Nesse cenário, os recifes de corais, embora representem menos de 0,1% do oceano, estão entre os ecossistemas mais produtivos do planeta, oferecendo inúmeros bens e serviços como fonte de renda, alimento, lazer, proteção de costa, etc. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo analisar uma experiência de comunicação da ciência a partir de uma exposição fotográfica sobre recifes costeiros, realizada em caráter experimental e inovador no Nordeste do Brasil. Na experiência foram utilizadas 16 fotografias subaquáticas, acompanhadas por material complementar em Realidade Aumentada acessada via smartphones. Voltada ao público escolar, a experiência aliou imagens de espécies marinhas locais com vídeos em linguagem acessível com informações de caráter científico, aliando técnicas de animação, captação de imagens, sonoplastia e produção textual reunidos pela Realidade Aumentada. A metodologia utilizada para esta análise foi a observação direta e a aplicação de questionários, para avaliar o impacto causado pela exposição entre os visitantes, antes e depois da passagem pela mostra fotográfica. Os resultados mostram que o uso da linguagem visual, audiovisual e “virtual”, no viés da realidade aumentada, aproximou os estudantes da temática, ampliando sua compreensão, cuidado e valor agregado aos recifes costeiros. Estudantes que já possuíam relação direta com o ecossistema apresentado, sendo muitos filhos ou familiares de pescadores, revelaram desconhecimento de vários organismos fotografados e ficaram surpresos com as descobertas, estabelecendo um discurso de preservação do ecossistema exposto, a partir da experiência imagética. O trabalho, assim, traz como contributo uma proposta de aliança entre ciência e plataformas digitais na sensibilização da sociedade para valorização da ciência.
Recifes de corais, Realidade aumentada, Conservação, Comunicação em ciência, Fotografia subaquática
Recifes de corais, Realidade aumentada, Conservação, Comunicação em ciência, Fotografia subaquática
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