
handle: 1822/83052
Os tumores sólidos são caracterizados por uma dependência exacerbada de glucose, sendo a reprogramação metabólica das células tumorais considerada um hallmark do cancro. Hoje é sabido que esta reprogramação em tumores é frequentemente controlada e induzida pela ativação oncogénica de vias de sinalização celular. O cancro do pulmão, é um exemplo clássico dos tipos tumorais em que já foi identificada uma alta frequência de mutações oncogénicas, cujo papel na ativação aumentada de vias de sinalização celular, está mais que estabelecido. A complexa maquinaria de ativação concomitante de várias vias de sinalização celular tem sido associada à aquisição de um fenótipo metabólico altamente heterogéneo. Desta forma, o uso da reversão metabólica como abordagem terapêutica torna-se muito mais complexa, sendo necessário a contínua investigação na procura de novas moléculas que possam estar envolvidas nesta reprogramação metabólica heterogénica. A proteína supressora tumoral RKIP, alterada em vários tipos tumorais como o cancro de pulmão, é funcionalmente uma proteína sinalizadora intracelular impactante na agressividade tumoral, através da regulação de várias vias de sinalização celular, que entre outras, podem controlar o metabolismo tumoral. Assim, juntamente com o conhecimento de que a RKIP poderá estar diretamente associada a alterações metabólicas, surge-nos a hipótese de que a RKIP pode ser uma das proteínas subjacentes à heterogeneidade metabólica em cancro do pulmão. Para explorar e validar a nossa hipótese, começamos por fazer uma análise in silico, utilizando a base de dados TCGA, para determinar se existe uma assinatura molecular de vias metabólicas associadas à expressão de RKIP, em pacientes com adenocarcinoma pulmonar. Ademais, foi primeiramente realizada a caracterização metabólica dos modelos in vitro escolhidos para o estudo, a fim posteriormente manipular geneticamente a expressão da RKIP e determinar quais as alterações metabólicas especificamente associadas à RKIP. De forma geral, observamos in silico que a RKIP está associada à alteração de expressão de genes, proteínas e vias de sinalização mais relacionadas com fosforilação oxidativa do que glicólise. Funcionalmente, a manipulação genética da RKIP alterou principalmente os padrões de expressão de proteínas metabólicas, e discretamente os níveis de glucose e lactato in vitro, indicando de uma forma geral que a RKIP inibe o metabolismo glicolítico. Em conclusão, os nossos resultados forneceram as primeiras provas funcionais de que a RKIP poderá de facto modular o metabolismo celular em cancro do pulmão, abrindo uma enorme janela para trabalhos futuros.
RKIP, Reprogramação metabólica, Metabolic reprogramming, Cancro do pulmão, Lung cancer
RKIP, Reprogramação metabólica, Metabolic reprogramming, Cancro do pulmão, Lung cancer
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