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As políticas de gestão flexível do currículo são um fenómeno cíclico no panorama das políticas educativas públicas portuguesas. A nossa dissertação de Mestrado pretende olhar para esse fenómeno numa perspetiva socio-organizacional crítica e interpretativa da escola, inerente à área de estudos de Administração Educacional. Autonomia e Flexibilidade curricular: racionalidades e práticas na organização pedagógica. Estudo de caso num agrupamento de escolas procura transcender a subordinação às tendências políticas vigentes e desenvolver uma perspetiva crítica teoricamente ancorada nos modelos organizacionais de âmbito analítico e interpretativo da organização escolar e empiricamente fundamentada na organização escolar em ação. Para tal, convocamos preliminarmente um corpus teórico e um reportório epistemológico abrangente, capaz de articular e mobilizar o património conceptual das políticas educativas, da sociologia da educação, sociologia das organizações e das teorias da administração de modo a compreendermos o contexto de influência político e ideológico, nacional e transnacional, subjacente à produção das políticas educativas anunciadoras da autonomia. Os modelos burocrático e político, numa abordagem díptica às facetas formais e informais da organização escolar, e o estudo de caso, enquanto método interpretativo do significado e sentido das ações dos atores, constituem a nossa grelha de leitura das racionalidades e práticas instauradas na sequência da implementação do Decreto-Lei nº55/2018 num agrupamento de escolas. A nossa investigação à organização pedagógica do agrupamento permitiu-nos apurar a permanência do centralismo burocrático do governo das escolas, que através de técnicas de dominação neoliberais como a positividade e o marketing, procura reconfigurar relações de poder com as periferias escolares. Movendo-se pela possibilidade administrativamente imposta, o ator educativo tende a reproduzir a estrutura de dominação que o reifica e instrumentaliza, criando aditamentos organizacionais que hierarquizam, formalizam e racionalizam os processos pedagógicos, ao mesmo tempo que restringem as margens de liberdade e a pluralidade constitutiva das práticas democráticas. Verificamos, igualmente, como a autonomia construída tende a ser uma ficção cada vez mais distante perante as fabricações às quais se subordinam os atores educativos para (cor)responder aos objetivos atopicamente definidos e perante a conceção técnico-gestionária atribuída à autonomia e à colegialidade no âmbito microorganizacional.
Autonomia, Pedagogical organization, Organização pedagógica, Neoliberalismo, Politiques Éducatives, Políticas educativas, Autonomie, Néolibéralisme, Autonomy, Organisation pédagogique, Educational Policies
Autonomia, Pedagogical organization, Organização pedagógica, Neoliberalismo, Politiques Éducatives, Políticas educativas, Autonomie, Néolibéralisme, Autonomy, Organisation pédagogique, Educational Policies
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