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O cancro do pulmão (CP) é um dos mais fatais em todo o mundo, com uma expectativa de sobrevivência que raramente atinge os cinco anos. As terapias moleculares dirigidas têm revolucionado o tratamento do CP, sendo os inibidores do recetor do fator de crescimento epidermal (EGFR) os mais promissores e eficazes. Contudo, os pacientes tendem com o tempo a desenvolver resistência aos fármacos, daí ser necessário explorar novos preditores de resposta e mecanismos de resistência para estas terapias. Neste sentido, surge a proteína inibidora da cinase Raf (RKIP), uma reguladora importante de vias de sinalização celular, como a via de sinalização MAPK. Sendo considerada uma supressora de metástases, a subexpressão da RKIP tem sido associada a mau prognóstico em vários tipos tumorais, incluindo o CP. Neste trabalho, pretendeu-se primeiramente determinar o papel da RKIP na tumorigénese e outcome clinico de CP e, de seguida, explorar o papel da sua subexpressão na modulação da resposta a terapias anti-EGFR. Assim, uma revisão completa da literatura sobre RKIP em CP foi elaborada e análises in silico, usando a base de dados do TCGA, foram também realizadas tanto para validação da literatura quanto para validação dos nossos próprios resultados. A seguir, o knockout de RKIP foi realizado pela tecnologia CRISPR/Cas9 em quatro linhas celulares CP, e a influência da sua perda de expressão foi avaliada tanto a nível biológico como de resposta a inibidores de EGFR, recorrendo a ensaios in vitro (migração, viabilidade e clonogenicidade) e in vivo (CAM e xenotransplantes subcutâneos em ratinhos). Adicionalmente, o western blot foi a técnica escolhida para avaliar sempre que necessário a expressão e/ou ativação da RKIP e seus alvos, bem como das vias de sinalização celular. De forma geral, conseguimos demonstrar que a perda da RKIP está associada com maior agressividade em CP, aumentando a migração e viabilidade celular, e, mais importante, validamos in vivo que células sem RKIP têm uma capacidade aumentada de formar tumores. Por outro lado, identificámos que a linha celular PC9, que é mutante para EGFR, quando knocked out para RKIP, se torna menos responsiva a inibidores de EGFR (in vitro e in vivo), e também que essa resistência aparente pode ser devida à modulação da via de sinalização AKT. Tendo em consideração a “assinatura molecular” associada à RKIP que determinamos por análise in silico, seria de maior interesse no futuro explorar ainda outras vias identificadas que possam estar por detrás do ganho de resistência observado aos inibidores de EGFR em CP. Assim, os resultados sugeriram que a RKIP é potencialmente uma preditora negativa da resposta a terapias direcionadas ao EGFR em CP, particularmente em pacientes mutantes para EGFR.
RKIP, Predictive biomarker, Biomarcador preditivo, Cancer therapy, Prognóstico, Cancro do pulmão, Terapia em cancro, Lung cancer, Prognosis
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