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[Excerto] Criatividade é perspetivada como uma competência para o séc. XXI (Runco, 2018). Esta afirmação ilustra a relevância que é dada ao conceito na atualidade, assente nos desafios dos contextos socio económico e, consequentemente, psicossocial. A velocidade parece ser o ritmo, a mudança parece ser a constante e a insegurança é frequentemente a certeza neste início de século, tendo o individuo que se adaptar e integrar a sua realização num percurso de vida exigente de resolução criativa de problemas (Ahmadi & Besançon, 2017; Nakano & Wechsler, 2018). Não há presente ou futuro sem inovação e a criatividade é um dos ingredientes obrigatórios para ela acontecer (Williams et al., 2016). Não é surpreendente então que competências criativas sejam reclamadas (se nem sempre na prática, nos currículos e na legislação) no âmbito educativo desde a infância até à universidade (Glăveanu, 2018; Morais & Almeida, 2019). O que é criatividade? É uma questão que levaria a quase inúmeras respostas numa pluralidade de definições, em função de paradigmas explicativos e mesmo de autores (Morais & Fleith, 2017; Romo, 2019). Porém, desde o artigo “The standard definition of creativity” de Runco e Jager (2012) emerge um consenso, nessa pluralidade de definições, que marcará qualquer definição credível de criatividade. Emerge um consenso que é uma simultaneidade: uma ideia ou um produto criativos são, ao mesmo tempo, originais e eficazes. Isto significa que se criatividade implica originalidade o inverso não é verdadeiro. Originalidade é mera raridade estatística, simples diferença. Criatividade é um conceito mais rico e complexo do que originalidade: requer a centelha da diferença, mas implica também o cumprimento de um sentido, a transmissão de uma mensagem, uma resposta eficaz a um pedido ou necessidade (nem que seja estética ou emocional e não bem objetivável). Esta simultaneidade é, contudo, aceite como definidora de algo criativo apenas considerando um dado momento e um dado contexto socio histórico (Kaufman, 2016; Runco & Jager, 2012). [...]
Educação, Sobredotação, Criatividade, Desenvolvimento
Educação, Sobredotação, Criatividade, Desenvolvimento
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