
handle: 1822/81054
Nos últimos anos, o interesse pelo uso de biopolímeros biodegradáveis para aplicação em embalagens de alimentos tem aumentado, principalmente na produção de embalagens ativas, como revestimentos comestíveis com compostos ativos incorporados. Os revestimentos comestíveis ativos, produzidos a partir de materiais biológicos, como proteínas, polissacarídeos e lípidos, são uma tecnologia ambientalmente correta que oferece vantagens substanciais no aumento da vida útil e na melhoria da qualidade e segurança alimentar de frutas e vegetais, atuando como uma barreira contra a difusão de gases e, retardando, ainda, a deterioração e crescimento superficial de bactérias, leveduras e bolores numa ampla gama de produtos. Além do mais, os surtos microbiológicos de origem alimentar e a atual pandemia de coronavírus (SARS-CoV2) são um sério problema de saúde pública. Dados e pesquisas experimentais mostraram que compostos de origem natural, como ácidos fenólicos e flavonóides, têm potencial antiviral promissor, no entanto ainda não existem estudos sobre a eficácia de revestimentos ativos contra este vírus. Assim, surgiu a motivação para este trabalho, onde se pretende avaliar a eficácia de revestimentos ativos comestíveis contra o coronavírus e na preservação e aumento do tempo de prateleira de peras. Neste sentido, esta dissertação visa o desenvolvimento de três revestimentos à base de alginato de sódio e de éster de sacarose com compostos ativos incorporados, nomeadamente o ácido gálico, o geraniol, e o extrato de chá verde. Estes revestimentos foram avaliados em termos de capacidade antiviral contra o coronavírus, e em paralelo determinou-se a sua atividade antioxidante. A partir dos testes antioxidantes concluiu-se que o ácido gálico apresenta uma maior capacidade antioxidante, e, a partir dos testes antivirais, determinou-se que o ácido gálico é o composto ativo mais eficaz, na concentração crítica de 12,5 g/L, pelo que se usou esta condição em posteriores testes antibacterianos, contra a Escherichia coli e Staphylococcus aureus, nos quais apresentou um efeito inibitório forte, e em testes de tempo de prateleira. Neste último, o revestimento à base de 10 g/L de alginato, 5 g/L de éster de sacarose (m/v) e 12,5 g/L de ácido gálico foi aplicado em peras, nas quais se procedeu à análise da sua variação de massa, firmeza, teor de acidez titulável, pH, conteúdo de sólidos solúveis e aparência ao longo de 45 dias de armazenamento. Constatou-se que o revestimento ativo não teve efeito no prolongamento do tempo de prateleira nem na melhoria dos seus atributos de qualidade, provavelmente devido a fatores externos.
Coronavírus, Coronavirus, Shelf-life, Atividade antimicrobiana, Revestimento ativo, Active coating, Antimicrobial activity, Tempo de prateleira
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