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A inovação organizacional é alvo de debate há diversas décadas em suas mais diversas perspectivas. Como foco central, envolve discussões sobre seus efeitos em termos de desempenho financeiro para as firmas, que pode gerar vantagens competitivas, redução de custos ou ganhos de escala, condições que afetam o próprio valor de mercado das empresas. Sob essa abordagem, a tese é segmentada em três capítulos com objetivos distintos, mas complementares entre si, além da introdução e da conclusão. O primeiro envolve a percepção de que a inovação pode ser uma fonte de vantagem concorrencial para empresas via aperfeiçoamento de métodos e técnicas que podem gerar novos produtos ou serviços, ou mesmo melhoria daqueles já existentes. Nessa linha, é particularmente importante mensurar a inovação e discutir os resultados associados a ela. O objetivo deste capítulo consiste em abordar os principais indicadores de inovação no âmbito organizacional e discutir as vantagens e desvantagens inerentes a essa escolha. Os resultados sugerem avanços na literatura para aperfeiçoar a medição sob diversas óticas: produtos e processos, manufatura e serviços, assim como indicadores de entrada, intermediários e saídas, mas ainda há dificuldades e limitações, inclusive vieses que podem distorcer os efeitos encontrados nas estimativas dos pesquisadores. Ademais, indicadores multidimensionais propiciam uma visão mais ampla e precisa do fenômeno da inovação nas empresas por serem mais abrangentes no próprio entendimento conceitual do debate, diferentemente da escolha unidimensional que carrega restrição para discutir os reais efeitos no contexto organizacional, especialmente no caso da indústria de serviços. A segunda etapa de investigação consiste em compreender se a inovação organizacional pode explicar o valor de mercado das empresas, a partir de indicadores de patentes publicadas, patentes citadas e desembolsos em P&D. Com uma amostra de 1342 empresas, para o período 1986- 2016, foram conduzidas estimativas para modelos de dados em painel (efeitos fixo e aleatório) e regressão quantílica para dados em painel. Houve suporte parcial nas evidências de que a inovação afeta positivamente o valor de mercado das empresas. Embora tenham sido identificadas ocorrências do efeito positivo da inovação no valor de mercado em ambos métodos empregados, esse resultado difere em relação ao indicador aplicado nas estimativas e à metodologia empregada. Independentemente do método empírico, as variáveis ativo total e receita bruta foram capazes de explicar as variações no valor de mercado das organizações na maior parte dos modelos. Entretanto, os coeficientes variam entre os quantis amostrais, condição essa que sugere a importância do tamanho da empresa nessa relação. Por fim, a terceira parte da pesquisa debate se os recursos alocados em inovação são, por essência, classificados como investimentos sob incerteza ou há dificuldades do mercado na compreensão da expectativa de retorno derivada desse tipo de investimento com informações de acesso público. Isto posto, o objeto da pesquisa consiste em avaliar se a habilidade em inovar das organizações pode ser capaz de explicar retornos anormais para as firmas com a composição de modelos de fatores de risco. Com o uso de indicadores de investimento em P&D e patentes publicadas, a partir de uma amostra global de empresas, para o período entre 1992 e 2018, foram aplicados os modelos de 3 fatores, 4 fatores e 5 fatores de risco. Há suporte em parte dos casos de que o maior investimento em inovação contribui para um melhor desempenho em vendas e, por consequência, nos retornos em excesso. A composição de vários fatores de risco sugere que a ampliação desses critérios pode auxiliar o fenômeno e afetar de forma distinta os retornos. Em relação ao método de regresões rolling, os resultados denotam poucos cenários em que a habilidade para inovar (individual ou combinada com outro indicador) é fator explicativo do desempenho financeiro.
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