
handle: 1822/65333
Esta dissertação pretende discutir a existência de uma linguagem teatral e performativa singular, característica dos países, dos povos e das culturas que partilham de dados culturais e comungam de um passado análogo e de uma língua comum que, enriquecida pela sua diversidade, se reconhece como una. Denominamos essa linguagem teatral como teatro lusófono, uma linguagem que resulta da miscegenização de características performativas, linguísticas e culturais dos diversos intervenientes na produção teatral. O teatro lusófono é caracterizado por uma polifonia linguística e por uma polifonia cultural que, em conjunto, em palco, dão origem a um neoteatro, ou seja, a uma nova linguagem teatral que dá origem a uma nova forma de fazer teatro. Assim, ao longo desta dissertação, analisa-se a criação e a divulgação do teatro lusófono sob diferentes prismas. O primeiro capítulo discorre sobre o conceito de lusofonia, antevendo-se que este conceito gera posicionamentos opostos e levanta várias questões relacionadas com o neocolonialismo. Mais ainda, este capítulo posiciona o teatro lusófono no teatro pós-colonial, face às características performativas e temáticas que apresenta, na medida em que incorpora características culturais e linguísticas indígenas, ao mesmo tempo que questiona a hegemonia de um certo tipo de teatro ocidental. O capítulo II analisa o trabalho desenvolvido pela Cena Lusófona a favor da promoção do teatro lusófono e dos agentes de teatro dos e nos diferentes países da CPLP, destacando-se as várias valências do seu projeto cultural. Considera-se As Orações de Mansata, de Abdulai Sila, como o expoente máximo do teatro lusófono. Também se identificam as limitações provocadas pela intermitência do financiamento, entre outros condicionantes. No capítulo III, examina-se a forma como os festivais de teatro são promotores do teatro lusófono, na medida em que criam uma comunidade unida por interesses e objetivos comuns. Assim, são explorados com detalhe alguns festivais que ocorrem em três continentes – África, América do Sul e Europa. Por fim, o quarto e último capítulo, em jeito de crítica das produções teatrais selecionadas, retoma a concetualização e as premissas teóricas do teatro lusófono, analisando algumas peças de teatro à luz das conclusões obtidas acerca das características temáticas e performativas deste tipo de teatro.
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