
handle: 1822/50253
A segurança do conhecimento surge como evolução natural da segurança de informação. Esta enfrenta novos paradigmas num contexto de “BigData”, em que são processadas enormes quantidades de informação e lhes são aplicadas técnicas de inteligência artificial, de modo a prever e classificar as nossas ações presentes e futuras, ou seja, conhecimento sobre o nosso comportamento, gostos, entre outros. Em sequência, a proteção do direito à privacidade e promoção da confidencialidade, integridade e disponibilidade (propriedades fundamentais da segurança de informação), com a especificidade desta conjetura requer uma nova abordagem. De forma a promover, proteger e preservar o conhecimento sobre nós, é necessário ter em consideração as boas práticas da gestão do conhecimento e da segurança de informação, que indicam que devemos definir o que queremos e devemos proteger, estando essa decisão, diretamente relacionada com o que para nós tem valor. No que toca às organizações, a situação é semelhante. Se quisermos implementar tratamentos de segurança, devemos elicitar o que realmente necessitamos de proteger. Nesta investigação, a temática da saúde serviu de meio para podermos demonstrar a necessidade da segurança do conhecimento e perceber de que forma a sensibilidade do conhecimento permite a caracterização do conhecimento crítico. Com base nestas premissas, foi formulada a seguinte questão de investigação: Podemos, de forma automática, classificar informação como crítica na área da saúde, tendo em conta a especificidade da regulamentação, a terminologia e a sensibilidade do conhecimento de forma a preserválo? Neste âmbito, e utilizando o método de “Design Science Research”, foi elaborado um protótipo que, alimentado com documentos sobre a temática de maus tratos e abusos de crianças e jovens, é capaz de distingui-los, determinando se estamos perante um caso que deva ser sinalizado para análise pela comissão de proteção de crianças e jovens e, perante a criticidade do mesmo, se deve ou não ser promovida a medida de proteção do menor ou jovem, de acordo com o conhecimento da área da saúde (conceitos e relações entre conceitos: sintomas, sequelas e outros indícios). A proteção da infância é um assunto de extrema importância para a sociedade. No entanto, os casos de abuso de crianças são difíceis de detetar. O processo desde a suspeição até à sinalização destes casos, é bastante difícil de obter. São necessárias evidências fortes para a sinalização de um caso. Tipicamente, os serviços de saúde lidam com estes casos desde o seu início em que existem indícios baseados no diagnóstico, mas, ainda insuficientes, para proceder à sua sinalização. Por outro lado, este assunto é de elevada sensibilidade, dado que, existem aspetos legais a cumprir, tais como: a privacidade do paciente, questões paternais, confidencialidade médica, entre outras. Apesar da escassez de processos a que foi possível ter acesso, com a preciosa colaboração da comissão de proteção de crianças e jovens de Fafe (CPCJ), obteve- se os seguintes dados: dos 16 processos analisados pelo protótipo, todos foram considerados como casos a sinalizar à CPCJ. Destes, 10 processos (já concluídos) serviram de treino para o sistema definir o modelo de classificação e 6 (em fase de análise) serviram de teste deste modelo. Como resultado final, o sistema foi capaz de identificar dois processos com criticidade suficiente para promover a medida de proteção do menor ou jovem e que, para estes processos, já tinha sido acionada a medida pela CPCJ. Outros dois processos não apresentavam grau de criticidade para o uso da medida (e que não foram alvo da medida por parte da CPCJ) e, finalmente, dois processos que, segundo o sistema, apresentam grau de criticidade para a promoção da medida de proteção. Confrontados com estes dados, é possível concluir que: a definição dos temas sensíveis da área da saúde, o uso da regulamentação e da terminologia para identificar os conceitos sensíveis, permitiu elaborar uma ontologia de conhecimento crítico; através da sensibilidade do conhecimento foi possível obter os documentos críticos, ou seja, com valor para organização e ainda permite prever a promoção da medida de proteção de crianças e jovens, sendo este o principal objetivo da organização em questão. A ontologia da área de saúde (maus tratos em crianças e jovens), o protótipo e o conceito de sensibilidade do conhecimento, aplicado à segurança de conhecimento, são os contributos desta investigação.
Text mining, Ontology, Topic models, Knowledge management, Recuperação de informação, Conhecimento crítico, Ontologia, Critical knowledge, HealthCare decision support system, Knowledge security, Sensibilidade do conhecimento, Gestão do conhecimento, Knowledge sensibility, Information retrieval, Segurança de conhecimento, Sistemas de apoio à decisão na saúde, Mineração de texto
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