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A sociedade busca cada vez mais a igualdade, equidade, acessibilidade, efetividade e eficiência na atenção às populações e, nesse sentido, a prestação de serviços de saúde se apresenta como necessidade básica e não tolera níveis insuficientes. A elevação dos níveis de qualidade passa, também, pelo uso adequado e consciente da tecnologia disponível, nomeadamente no que se refere à integração e gestão das informações e registros relativos às condições de saúde dos pacientes. Assim, o Plano para a Transformação dos Sistemas de Informação Integrados da Saúde (PTSIIS), liderado pela Administração Central do Serviço de Saúde (ACSS) estabeleceu, como prioridade da modernização da Administração Pública, o desenvolvimento/melhoramento do Registro de Saúde Eletrônico (RSE) e a sua implementação efetiva em Portugal. No entanto, o processo de implementação é moroso e nem sempre percebido como eficiente. O presente estudo estabeleceu como principal objetivo avaliar o impacto do RSE sobre a qualidade assistencial, no contexto dos cuidados de saúde primários, na perceção dos profissionais de saúde das Unidades de Saúde Familiares (USFs). A amostra incluiu 35 prestadores de cuidados de saúde primários entre médicos, enfermeiros e técnicos superiores de saúde vinculados à USFs que integram os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) de Braga e de Maia/Valongo. A recolha foi efetuada através de um questionário eletrônico disponibilizado nas redes sociais, nomeadamente em grupos do Facebook, e através de e-mail. Os resultados do estudo mostram que o RSE faz cada vez mais parte do cotidiano dos profissionais de saúde. Sendo entendido como uma ferramenta que reforça a proteção/segurança da informação clínica, promove a normalização das nomenclaturas e se torna vantajosa do ponto de vista dos custos financeiros, sobretudo na fase de manutenção. Para utilizadores mais experientes, o RSE é entendido, também, como um facilitador para a mobilidade internacional do utente. No entanto, na partilha de informação entre profissionais, o suporte em papel continua a ser o meio privilegiado limitando, assim, o alcance de uma desmaterialização completa dos processos. Em suma, apesar do reconhecimento de algumas vantagens do RSE sobre a qualidade do atendimento ao utente, fatores como a falta de informação e suporte contínuo no manuseamento das funcionalidades do registro, a resistência dos profissionais e a ausência de unificação nos registros da rede pública e da rede privada ameaçam uma implementação eficaz e que beneficie diretamente a qualidade assistencial.
Healthcare primary, Health electronic record, Quality of care, Cuidados primários, Sistemas de informação, Information systems, Registro de saúde eletrônico, Qualidade assistencial
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