
handle: 1822/30977
O funcionamento das atividades hospitalares origina o consumo de grandes quantidades de água e medicamentos, produzindo efluentes com características específicas que são normalmente descarregados, sem nenhum pré-tratamento, na rede pública de drenagem de águas residuais, contribuindo para o incremento de micropoluentes emergentes (ME) presentes nas águas residuais urbanas. A remoção da maioria dos ME nas ETAR convencionais é incompleta e a sua introdução no ambiente representa um risco latente para os ecossistemas, pelo seu carácter de bioacumulação e persistência, já que podem causar resistência nas populações de bactérias, constituindo um problema de saúde pública que urge abordar holisticamente. Atendendo à importância crescente desta problemática, o presente trabalho de investigação assenta em dois vetores distintos. Por um lado, caracteriza a situação atual dos sistemas de pré-tratamento dos hospitais portugueses, de modo a obter um conhecimento mais detalhado da realidade e com isso uma melhor perceção do potencial risco ambiental. Por outro, avalia, à escala laboratorial, a eficiência da aplicação de processos de oxidação avançada (POA) na remoção do antibiótico oxitetraciclina (OTC), baseada na fotocatálise heterogénea (FH) com dióxido de titânio (TiO2) suspenso. O levantamento das características das instalações existentes nos hospitais portugueses foi realizado por intermédio de um inquérito por questionário. Os ensaios laboratoriais avaliaram a degradação da OTC em diferentes soluções aquosas (águas destilada e de abastecimento) e condições de ensaio (concentração de TiO2, tempo de reação, exposição às radiações da lâmpada UV e solar). A determinação da concentração da OTC foi realizada por espectrometria UV-visível. A toxicidade do fármaco e dos subprodutos da oxidação foi também avaliada. Os resultados obtidos indicaram que 38% da amostra respondente dispõem de pré-tratamento, sendo esta uma realidade verificada, sobretudo, em hospitais de construção mais recente. A melhor eficiência de degradação de OTC foi de 96% obtida nos ensaios de fotocatálise ([TiO2] = 50 mg/L) sob radiação da lâmpada UV e para um tempo de exposição de 60 minutos. Os testes de toxicidade realizados mostraram que as soluções resultantes do tratamento por FH com TiO2 suspenso não induzem toxicidade na água.
Heterogeneous photocatalysis, Oxitetraciclina, Hospital effluents, Efluentes hospitalares, Risco ambiental, Dióxido de titânio, Titanium dioxide, Oxytetracycline, Environmental risk, Emerging micropollutants, Micropoluentes emergentes, Fotocatálise heterogénea
Heterogeneous photocatalysis, Oxitetraciclina, Hospital effluents, Efluentes hospitalares, Risco ambiental, Dióxido de titânio, Titanium dioxide, Oxytetracycline, Environmental risk, Emerging micropollutants, Micropoluentes emergentes, Fotocatálise heterogénea
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