
handle: 1822/23413
A osteoporose é uma doença dos ossos que conduz ao aumento do risco de fratura, sendo o foco de atenção mundial devido ao aumento da população idosa. É uma doença caracterizada pela perda da massa óssea, diminuição da resistência e aumento da fragilidade. Uma vez que a porosidade do osso aumenta, o risco de fratura eleva-se. Assim, a consequência clínica de um osso osteoporótico é a fratura pelo que é necessário investir em métodos de diagnóstico/prevenção. O objetivo destes métodos é o diagnóstico prévio da osteoporose numa fase precoce da doença, de modo a reduzir a mortalidade e a taxa associada às fraturas osteoporóticas. Existe uma correlação contínua entre densidade mineral óssea (BMD), osteoporose e risco de fratura. Assim, os métodos de diagnóstico da osteoporose devem fornecer o valor da BMD. Desta forma é possível aceder ao estádio osteoporótico e, por intermédio de limiares, distinguir a necessidade de prevenção e/ou intervenção. Esta dissertação aborda as três principais técnicas de diagnóstico da osteoporose: os ultrassons quantitativos (QUS), a absortiometria de raios X de dupla energia (DXA) e a tomografia computadorizada quantitativa (QCT). Inicialmente é feita uma introdução teórica das três técnicas. Depois, recorrendo a exames DXA e QCT, é feita uma análise comparativa das duas técnicas, com ênfase no critério de diagnóstico e no potencial de cada técnica. Os exames DXA foram anteriormente feitos pelos pacientes envolvidos, ao passo que os exames QCT foram realizados no sistema CT SOMATOM Esprit da Siemens, pertencente à Universidade do Minho. As principais vantagens dos QUS são o seu baixo custo e a ausência de radiação. Contudo, apenas a técnica DXA apresenta um critério de diagnóstico válido definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Este facto faz com que a modalidade de imagem bidimensional seja a técnica mais utilizada universalmente para diagnóstico e acompanhamento da doença. A técnica QCT é a única modalidade de imagem tridimensional capaz de aceder exclusivamente à BMD do tecido trabecular, primariamente afetado em caso de doença. Na análise comparativa entre os exames DXA e QCT, as principais conclusões são o problema da sobreposição bidimensional, que afeta negativamente os resultados DXA, e a incorreta utilização do critério de diagnóstico definido pela OMS para análise dos resultados QCT. Assim, o critério QCT deve basear-se na BMD do tecido trabecular. Pacientes com diferentes idades e estilos de vida participaram neste estudo da BMD e dos parâmetros T-score e Z-score, onde o uso da TC é realçado.
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