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As algas, do termo em latim “planta marinha”, conhecidas como macroalgas e microalgas, têm despertado nos últimos anos, um elevado interesse. Encontradas em água doce, salobra ou salgada, estes organismos contêm vitaminas, minerais, proteínas, entre outros compostos de interesse, com bioatividades importantes como antibacteriana, antifúngica ou bioestimulante, entre outras. Rhodophyta, Chlorophyta e Phaeophyceae são os 3 grandes grupos de macroalgas que se distinguem pelos seus pigmentos. Um dos interesses das macroalgas, relaciona-se com uso das mesmas enquanto bioestimulantes, efeito muitas vezes correlacionado com a presença de fito-hormonas vegetais na sua composição. As auxinas e citocininas são as mais vulgarmente conhecidas, no entanto, tantas outras têm a sua função e importância. Estas fito-hormonas são extraídas através de extratos aquosos, uma vez que são solúveis em água, sendo os extratos de elevado rendimento e eficiência, economicamente acessíveis e de fácil repetição. Extratos algais encontram-se em comercialização, como seja o AcadianTM Soluble Seaweed Extract Powder (SSEP), produzido pela empresa HortFertplus a partir da macroalga castanha Ascophyllum nodosum, ou o AgroGain, produzido pela empresa Sea6Energy, na Índia, com base na macroalga vermelha Kappaphycus alvarezii. A macroalga A. nodosum é comummente usada como bioestimulante, devido à presença de fito-hormonas como citocininas, ácido abcísico e giberelinas. Já a K. alvarezii possui maioritariamente auxinas, citocininas e giberelinas. As fito-hormonas, comprovadamente, aceleram a germinação das sementes, e ainda, aumentam a resistências das plantas a fatores de stress (particularmente o ácido abcísico). Outros componentes, como enzimas, naturalmente presentes, podem ter um impacto conjunto com as fito-hormonas. Assim, este trabalho visou testar a eficácia de dois extratos comerciais enquanto bioestimulantes em alface, Lactuca sativa, e tomate, Solanum lycopersicum. Foram realizados testes de germinação, de crescimento e testes de stress. Concluiu-se que os extrato algais em concentrações muito elevadas têm efeito inibitório. Para a germinação, a concentração mais adequada para alface e para tomate foi de 2%. Verificou-se também que diferentes metodologias têm impacto nos resultados dos ensaios desenvolvidos. Assim, sementes previamente embebidas no extrato têm melhores resultados relativamente à utilização do extrato incorporado no meio de cultivo, sendo que em tomate, registou-se maior taxa de germinação nas sementes embebidas e melhor estado fisiológico e sanitário. Finalmente, nos ensaios de stress salino apenas se obtiveram resultados positivos para uma concentração de 5‰. Os extratos utilizados demostraram melhorar as taxas de germinações apenas em sementes de alface. Futuramente, o aumento do número de amostras e de testes com intervalos mais específicos, como o intervalo 5‰ - 15 ‰, são a considerar. Já a temperatura de germinação de 35°C foi muito prejudicial para o tomate, não se tendo obtido qualquer germinação, enquanto para a alface, esta rondou apenas os 60%. A analise química elementar das plantas testadas, seriam novos elementos a considerar para obtenção de resultados mais completos.
Crescimento, Tomate, Macroalgas, Alface, Bioestimulante, Germinação, Extrato algal comercial
Crescimento, Tomate, Macroalgas, Alface, Bioestimulante, Germinação, Extrato algal comercial
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