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Introdução: A variabilidade da frequência cardíaca descreve a oscilação entre batimentos cardíacos consecutivos (intervalo RR) e constitui um método electrocardiográfico não invasivo utilizado como marcador da actividade do sistema nervoso autonómico cardíaco. Está estabelecida a sua relação com inúmeras condições patológicas. Os efeitos de algumas intervenções farmacológicas na variabilidade cardíaca também têm sido estudados, mas os dados são escassos. Objetivos: Realizar uma revisão bibliográfica dos desenvolvimentos mais recentes sobre a relação entre medicamentos e variabilidade da frequência cardíaca e das suas implicações na prática clínica. Desenvolvimento: Numa primeira parte são resumidos alguns conceitos sobre os métodos de medição da variabilidade cardíaca e algumas das situações fisiológicas e patológicas em que estão descritas alterações na variabilidade cardíaca. Analisando, numa segunda parte, a relação entre medicamentos e variabilidade cardíaca, verifica-se que os principais trabalhos são sobre intervenções nas áreas cardiovascular, neurológica e psiquiátrica e sobre a anestesia. Em muitas áreas os dados são contraditórios e há poucos estudos randomizados. Na área cardiovascular têm sido estudadas as alterações associadas aos betabloqueantes, inibidores do sistema-angiotensina-aldosterona e bloqueadores dos canais de cálcio sobretudo na insuficiência cardíaca e na hipertensão. Algumas classes de medicamentos estão tendencialmente associadas a uma redução da variabilidade cardíaca: antiarrítmicos, antiepilépticos e antidepressivos tricíclicos. A variabilidade cardíaca parece estar relacionada com os efeitos secundários dos antipsicóticos. Na anestesia surge como uma ferramenta importante de monitorização da profundidade anestésica.Conclusões: A variabilidade da frequência cardíaca constitui uma ferramenta importante na avaliação da resposta a intervenções farmacológicas. À luz da evidência atual pode ser utilizada na monitorização anestésica e como marcador de efeitos secundários e níveis plasmáticos dos antipsicóticos. Pela relação que tem com a modulação autonómica, o estudo das alterações da variabilidade cardíaca com diferentes terapêuticas pode ser uma área de investigação promissora pelo seu potencial impacto na história natural das doenças.
Trabalho final do 6º ano médico com vista à atribuição do grau de mestre (área científica de farmacologia), apresentado à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Frequência cardíaca, Sistema nervoso autónomo, Medicamentos
Frequência cardíaca, Sistema nervoso autónomo, Medicamentos
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