
handle: 10316/2003
O estudo das rochas calco-silicatadas portuguesas a norte do Tejo permitiu verificar a ocorrência de tipos metagrauváquicos, corneanas cálcicas e escarnitos, estes dois últimos associados a intrusões de natureza granitóide e formados na sua dependência. Não foram provadas diferenças importantes entre as rochas evoluídas em afloramentos do Complexo Xisto- Grauváquico e as englobadas em formações de idade Silúrica, embora seja de assinalar tendência para maior desenvolvimento de escarnitos em áreas do complexo ante-Ordovícico. Este aspecto é particularmente notório na mancha xistosa do Douro, onde as rochas escarníticas se revelam mineralizadas em scheelite (Santo Adrião, Tabuaço, Tarouca). As estruturas zonadas, frequentes nas corneanas cálcicas e escarnitos, indicarão evolução através de processos difusivos associados a mecanismos de infiltração responsáveis pelo desenvolvimento de faixas mineralogicamente distintas. Com efeito, a associação de carbonatos e pelitos atesta existência de gradientes de aH2O e de aCO2 tamponados pelas associações minerais das diferentes rochas; os processos difusivos que se manifestam eliminarão tais gradientes com formação de estruturas zonadas. A mineralização scheelítica acompanha normalmente idocrase e fluorite ou é contida em veios de quartzo e, na maioria dos casos, parece geneticamente relacionada com as rochas graníticas. No trabalho é ainda feita a caracterização química dos diferentes tipos de rochas, assim como de várias espécies minerais delas separadas e são consideradas as condições gerais de metamorfismo e as reacções possíveis na evolução das fácies estudadas.
Tese de doutoramento em Mineralogia e Geologia (Mineralogia, Petrologia e Geoquímica) apresentada à Fac. de Ciências e Tecnologia da Univ. de Coimbra
Mineralogia, Petrologia e Geoquímica
Mineralogia, Petrologia e Geoquímica
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