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Introdução: O trabalho de parto é uma experiência fisiológica intensamente dolorosa, com implicações tanto físicas como emocionais para a parturiente. A analgesia epidural é considerada o método mais eficaz no alívio da dor intraparto. No entanto, as técnicas tradicionais estão associadas a bloqueio motor significativo, potencialmente interferindo com a mobilidade materna. A técnica de walking epidural surgiu como uma alternativa que permite alívio da dor com preservação parcial da função motora, possibilitando a deambulação durante o trabalho de parto. O presente estudo consistiu numa revisão narrativa da literatura científica recente, com o objetivo de analisar o impacto das técnicas de walking epidural nos principais desfechos obstétricos, nomeadamente a duração do trabalho de parto, o tipo de parto, a satisfação materna e a necessidade de cateterização urinária. Métodos: Foi conduzida uma revisão da literatura científica através da base de dados PubMed, considerando publicações em inglês ou português dos últimos 25 anos. A estratégia de pesquisa incluiu termos relacionados com parto e analgesia. A revisão foi ainda enriquecida com referências adicionais relevantes encontradas na bibliografia dos artigos selecionados. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 15 artigos para análise. A pesquisa bibliográfica incidiu sobre estudos clínicos, ensaios randomizados e revisões sistemáticas publicados nas últimas duas décadas. Discussão: Os resultados apontam para uma tendência favorável das técnicas de walking epidural, na redução da duração do trabalho de parto e na menor incidência de partos instrumentados. Adicionalmente, demonstraram aumentar a satisfação materna e reduzir a necessidade de intervenções urinárias invasivas, sem comprometer a eficácia analgésica ou a segurança materno-fetal. Contudo, alguns estudos não demonstraram diferenças estatisticamente significativas, revelando a necessidade de mais investigação comparativa direta entre as técnicas anestésicas. Conclusão: As técnicas de walking epidural representam uma abordagem segura, eficaz e centrada na parturiente, promovendo autonomia e melhoria da experiência do parto. A sua integração na prática clínica deve ser encorajada, desde que sejam garantidas condições de monitorização adequadas. São recomendados estudos futuros que comparem diretamente as diferentes abordagens de analgesia neuroaxial, com foco na individualização da escolha terapêutica.
Background: Labor is an intensely painful physiological experience, with both physical and emotional implications for the parturient. Epidural analgesia is considered the most effective method for intrapartum pain relief. However, traditional techniques are associated with significant motor blockade, potentially interfering with maternal mobility. The walking epidural technique has emerged as an alternative that allows pain relief with partial preservation of motor function, enabling ambulation during labor. This study consisted of a narrative review of recent scientific literature, aiming to analyze the impact of walking epidural techniques on key obstetric outcomes, namely labor duration, type of delivery, maternal satisfaction, and the need for urinary catheterization. Methods: A literature review was conducted using the PubMed database, considering English or Portuguese publications from the last 25 years. The search strategy included terms related to labor and analgesia. The review was further enriched with additional relevant references found in the bibliography of selected articles. After applying inclusion and exclusion criteria, 15 articles were selected for analysis. The bibliographic search focused on clinical studies, randomized trials, and systematic reviews published in the last two decades. Discussion: Findings suggest that walking epidural techniques such as combined spinal-epidural and low-dose epidural infusion may shorten labour and reduce the incidence of instrumental deliveries. Furthermore, ambulation during labour has been associated with higher maternal satisfaction and reduced need for urinary interventions, without compromising analgesic efficacy or maternal-fetal safety. Nevertheless, some studies found no statistically significant differences, highlighting the need for further direct comparisons between analgesic techniques. Conclusion: Walking epidural techniques offer a safe, effective, and parturientcentred approach to labour analgesia, enhancing autonomy and improving the childbirth experience. Their integration into clinical practice should be encouraged, provided appropriate monitoring conditions are ensured. Future research should focus on directly comparing different neuroaxial analgesia methods to support personalised care decisions.
Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina
neuroaxial analgesia, walking epidural, analgesia neuroaxial, ambulation, trabalho de parto, deambulação, spontaneous vaginal delivery, labour, parto vaginal espontâneo
neuroaxial analgesia, walking epidural, analgesia neuroaxial, ambulation, trabalho de parto, deambulação, spontaneous vaginal delivery, labour, parto vaginal espontâneo
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