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Introdução: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o trauma é uma das principais causas de morte, sendo responsável por 5,8 milhões de mortes no ano na última década. Isso ocorre, principalmente, devido ao processo de choque hemorrágico e coagulopatia que é desencadeado, acarretando na dissolução do coágulo para manter os vasos pérvios. Essa fibrinólise é uma resposta normal ao trauma, porém, em alguns casos, pode levar o paciente a um estado de hiperfibrinólise. O ácido tranexâmico (ATX) é um antifibrinolítico que age impedindo a quebra do coágulo, reduzindo a perda sanguínea, e, consequentemente, diminuindo a taxa de mortalidade relacionada ao choque hemorrágico. As pesquisas sobre a administração do ácido ainda são limitadas, no entanto, mostram benefícios com o seu uso precoce. Objetivos: Avaliar se o uso do ácido tranexâmico é capaz de melhorar o prognóstico e reduzir as taxas de mortalidade em pacientes com hemorragia aguda traumática. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática realizada através de pesquisa nas bases de dados MEDLINE via PubMed e Scielo, guiada pelos descritores “tranexamic acid”, “trauma”, “mortality”, “bleeding”. Foram selecionados estudos de coorte e ensaios clínicos randomizados. Resultados e discussão: A revisão utilizou 4 artigos, sendo eles: 2 ensaios clínicos randomizados e controlados e 2 estudos observacionais. Devido à escassez e limitações de estudos, os resultados não foram animadores estatisticamente, porém, em relação a morbimortalidade absoluta, houve uma redução significativa. Conclusão: Após a implementação do uso do ácido tranexâmico como protocolo em grandes traumas, evidenciou-se uma melhora nas taxas de mortalidade em pacientes traumatizados com sangramento significativo. Em paralelo, mais pesquisas são necessárias para delinear o alvo ideal dos pacientes que irão receber o ácido e para esclarecer sobre o prognóstico desses pacientes, já que, até o momento, esse ponto é incerto e alguns estudos chamam a atenção para as possíveis complicações mais frequentes resultantes do uso indiscriminado do ATX.
ácido tranexâmico, trauma, mortalidade, hemorragia. ABSTRACT, ácido tranexâmico, trauma, mortalidade, hemorragia. ABSTRACT
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