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Introdução: A alta atividade da lactase durante a amamentação e subsequente declínio em crianças e adultos data de aproximadamente 10.000 a.C., entretanto, com a implementação da cultura de criação de gado, ocorreu substituição do leite materno para crianças e em um segundo momento para adultos. Devido a essa mudança no estilo de vida, a adaptação natural levou a uma maior atividade da lactase, de modo a possibilitar a ingestão de leite, principalmente nas regiões no norte europeu. A APLV manifesta desordens a nível imunológico contra antígeno: as proteínas do leite de vaca. A IL, por outro lado, tem por causador a lactose, carboidrato do leite de vaca, que, por ausência da ação da enzima lactase, não apresenta absorção, que se concentra no organismo, gerando reações incômodas. Métodos: A busca foi realizada nas bases de dados Pubmed, Lilacs e Scielo, em português e inglês. A pesquisa na base de dados Pubmed foi realizada em setembro de 2021 e constantemente atualizada até janeiro de 2022. Foram utilizadas as seguintes palavras-chaves: intolerância a lactose, prebióticos, probióticos, alergia, proteína do leite de vaca e seus correspondentes em inglês. Resultados: A alergia à proteína do leite de vaca é a alergia alimentar mais comum na primeira infância, podendo acometer 2-3% dos lactentes. A incidência máxima dessa patologia ocorre aos 3 meses, sendo rara sua apresentação após os 6 meses de vida. Quando o lactente tem nutrição exclusiva do leite materno a incidência pode atingir 0,4-0,5%, com manifestações mais brandas quando comparados com os que são expostos à leites de fórmula. A deficiência ou ausência da enzima lactase apresenta-se em 15% dos indivíduos norte europeus, 80% dos negros e latinos e 100% dos índios americanos e asiáticos. Dentro do contexto nacional, a incidência em brasileiros varia de 46-67%, dependendo da etnia. Discussão: Pacientes intolerantes à lactose frequentemente confundem intolerância com alergia, pois a sintomatologia não apresenta grandes diferenças, porém, pacientes alérgicos não podem consumir leite e derivados, ao contrário de alguns quadros de intolerância. O consumo de leite e derivados por intolerantes varia de acordo com o grau de intolerância, de modo que intolerantes ao leite de vaca, de modo geral, podem consumir fermentados e leite hidrolisado.
Alergia, intolerância, leite.
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