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Introdução: Com aumento da expectativa de vida, tem-se observado o elevado número de idosos longevos, com isso o aumento da incidência de doenças crônicas: como as doenças inflamatórias intestinais e os tumores colorretais, que necessitam de intervenções cirúrgicas, como as estomias intestinais. Atualmente observa-se a ascensão de casos de estomias intestinais na população idosa, devido ao diagnóstico precoce. A estomia intestinal é um procedimento cirúrgico em que se é exteriorizado o intestino na região do abdômen, no intuito de desviar o trânsito intestinal para drenar os efluentes e necessitar do uso de dispositivos, ocasionando uma dependência maior e às dificuldades apresentadas nas habilidades no autocuidado. Objetivo: avaliação do autocuidado em idosos com estomias intestinais (colostomia e/ou ileostomia). Métodos: trata-se de um estudo exploratório, quanto tempo de corte transversal, de natureza dos dados aplicada de abordagem de análise mista, utilizando como procedimento a técnica neográfica especializada. Teve como participantes os idosos com estomias intestinais (ileostomia e/ou colostomia), cadastrados no Centro de Especialização em Reabilitação Dr. Arnaldo Pezzutti Cavalcanti – Pólo de Ostomia do Município de Mogi das Cruzes. Para a coleta de dados foi aplicado o questionário autoaplicável remotamente, através do formulário do Google Forms, referente a avaliação do autocuidado em idosos com estomias intestinais de eliminações. Os dados foram recolhidos através de um questionário, tabulados, quantificados pelo Microsoft Excel e analisados de maneira descritiva. Resultados: pôde se evidenciar que a média dos participantes idosos estomizados, não tinham as habilidades e destrezas no manuseio dos dispositivos, que são consideravelmente reduzidos, em ambos os gêneros e tanto nas estomias de caráter temporário, quanto permanente, porém predominante no sexo masculino e viúvos. Verificou-se a partir dos dados obtidos, que ao contrário do que se acreditava na literatura, a maioria dos idosos estomizados não conseguiram realizar o autocuidado diário sozinhos de forma independente, conforme corroborado com a teoria do autocuidado. Conclusão: a estomia intestinal é uma temática emergente, diante da ascensão de casos de idosos com estomias intestinais, o que faz requerer várias mudanças em relação as habilidades em suas atividades rotineiras e no autocuidado no manuseio dos dispositivos, o que faz ser necessário implantar um assistencialismo mais direcionado a esses idosos voltado à prevenção terciária em reabilitação e serem acompanhados por especialistas, tanto a nível ambulatorial quanto domiciliar.
Intestinal ostomy; Elderly; Self-care; Functional skills, Estomia intestinal; Idosos; Autocuidado; Habilidades funcionais
Intestinal ostomy; Elderly; Self-care; Functional skills, Estomia intestinal; Idosos; Autocuidado; Habilidades funcionais
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