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O antropólogo português José Gil, em seu livro Metamorfoses do corpo, assim sintetiza as correlações entre distintas noções de corpo e a linguagem: “Qualquer discurso sobre o corpo parece ter que enfrentar uma resistência. Ela provém certamente da natureza da linguagem. A linguagem esquiva-se à intenção de definir.” Considerando-se essa perspectiva e algumas obras literárias modernas e contemporâneas, mais especificamente a de Herberto Helder, é possível extrair um pensamento da própria linguagem como um corpo, como uma sutura ou prótese capaz de dar consistência ao que do corpo só se diz no limiar silencioso de resistência entre escrita e corporalidade. O que assim parece se confirmar nas palavras do poeta português: “o corpo é a última e verdadeira escrita. O silêncio.” Nesta comunicação, pretende-se apresentar a experiência de composição do corpo, na obra de Herberto Helder, como elemento estruturante de sua poética e de um pensamento do corpo para além de sua biologia e de seus imaginários cristalizados na cultura.
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