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Este artigo propõe uma reflexão acerca dos processos criativos (Faya Ostrower, 1987) dos profissionais da tatuagem e suas respectivas interações nos softwares de edição de artes digitais, durante os anos da pandemia do COVID-19. Com todas as restrições impostas com o Lockdown, diversos profissionais tiveram suas fontes de renda anuladas e assim, muitos tiveram que se reinventar. Então, partindo do princípio abordado por Clinton Sanders e Angus Vail (2008), sobre a apropriação da tatuagem enquanto forma de expressão artística, é possível demonstrar como tal prática evoluiu em sua técnica, alcançando os meios digitais e, como tais meios contribuíram para a perpetuação da atividade durante a pandemia do novo coronavírus. Utilizando softwares que simulam plataformas físicas, tatuadores do mundo todo recriaram uma forma de desenvolverem suas expressões artísticas contemporâneas, hibridizando assim as suas práticas. Assim, é possível propor algumas reflexões acerca dos processos criativos e as reverberações de tais obras.
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