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Na perspectiva que nos apresentou Hannah Arendt3, o pensamento não é fruto da inteligência e do aprofundamento, apenas. Pensar é um ato de coragem. Tal ação não diz respeito a revelações ou caprichos espontâneos que afloram do ego privilegiado de um “em si mesmo” erudito. Pelo contrário, pensar significa outro modo de mover o mundo, articulado a configurações sociais, pois ao se produzir conhecimento ocorre a denúncia ou a identificação a que grupo e posição neste mundo se pertence. Assim, pensar é definir uma posição política, um construir-se em processo relacional. E em momentos sombrios, nos quais não há pudores para se expressar o ridículo, as agressões e o escárnio, possuir integridade intelectual para pensar cientificamente, segundo problematizações e métodos criteriosos consiste em fazer algo mais do que apresentar resultados de investigações. Neste caso, fazer ciência, ou melhor, formar em bases acadêmicas, tal qual ocorre com a Iniciação Científica, significa lutar em defesa de um projeto civilizatório. Assim, ao contrário de algo frio e distante, impessoal e neutro, possui a ciência outros contornos e provocações. Do ponto de vista de quem a produz, refere-se ao esforço, disciplina e dedicação apaixonada, naquilo que Max Weber4 denominou de “Ciência como vocação”. Em outras palavras, a Iniciação Científica é um exemplo exitoso porque oferece aos alunos de graduação os elementos básicos para a construção de uma cultura científica, ou melhor, de um ethos acadêmico cujas raízes viabilizam estruturas arrojadas para a excelência da carreira profissional. Além disso, promove a renovação de quadros ao formar novas gerações de pesquisadores. Ciente de tamanha importância, a Universidade Estadual da Paraíba tem se dedicado no sentido de fomentar e organizar a Iniciação Científica porque reconhece que a excelência institucional está diretamente relacionada à capacidade de integrar os seus discentes em projetos que aumentam a qualidade da formação e combatem a evasão. Isto significa que não se permite aquela atitude de um “eu muito bem, vindo de trem de algum lugar”5. É preciso assumir o desafio da razão sábia, quer dizer, do legado iluminista, de crítica e autocrítica que conduz ao esclarecimento pela desconstrução de processos alienantes. Em tempos de negacionismo e intolerância, institucionalizar um fazer científico comprometido com valores éticos, sustentáveis e que valorizam a pluralidade e a inclusão diz muito qual a orientação e o compromisso assumidos pela Universidade Estadual da Paraíba. Publicação EDUEPB disponível no site: http://eduepb.uepb.edu.br/e-books/
1. Ciência e Tecnologia - Desenvolvimento. 2. Pesquisa científica - Paraíba. 3. Desenvolvimento regional e sustentável. 4. Paraíba - problemas sociais. 5. Proteção ambiental. 6. Biotecnologia.
1. Ciência e Tecnologia - Desenvolvimento. 2. Pesquisa científica - Paraíba. 3. Desenvolvimento regional e sustentável. 4. Paraíba - problemas sociais. 5. Proteção ambiental. 6. Biotecnologia.
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