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#2 da coleção "Filosofia ao Minuto", do Instituto de Estudos Filosóficos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O texto de Iuliia Nikitenko segue abaixo na íntegra: *** O Bem: aquilo que todas as coisas visam É sobejamente famosa a abertura da ‘Ética Nicomaqueia’: "Toda a produção e todo o caminho de investigação, assim como todo o empreendimento prático e decisão, parecem visar algum bem. É por isso que tem sido dito acertadamente que o bem (ἀγαθόν) é aquilo que todas as coisas visam" Nesta frase inicial, Aristóteles diz-nos que diferentes tipos de atividade humana parecem ter em vista algum bem. Daí resultou a sua conclusão, deveras otimista, acerca não só da ação humana, mas, literalmente, sobre tudo o quanto existe. Se é verdade que a ação humana se orienta sempre para um qualquer bem, pode julgar-se ser assim que as coisas funcionam, de uma forma geral, em toda a natureza. É o que Aristóteles supõe. Contudo, é do agir humano que ele trata na ‘Ética Nicomaqueia’. Por isso, Aristóteles tenta definir o bem que toda a ação humana visa. Ele sustenta que há coisas ou ações que os seres humanos escolhem porque valem por si mesmas e outras que são escolhidas com vista a alcançar algo de distinto. O Bem próprio do agir humano não pode ser senão do primeiro tipo: tem que valer por si mesmo. Então, de que é que toda e qualquer pessoa anda à procura e que vale por si só? Aristóteles responde: trata-se de felicidade (εὐδαιμονία). Porém, o que significa isso, afinal? De que forma se pode alcançar a felicidade? Por fim, como reconhecê-la? Será legítimo generalizar as considerações respeitantes à ação humana para além do seu campo próprio? A solução apresentada por Aristóteles baseia-se numa analogia entre o modo como as coisas funcionam para os seres humanos e para a natureza em geral. Se o humano desempenha uma função, declara o Filósofo, então o bem próprio ao humano reside nessa função. Comparando o humano com os demais seres, Aristóteles trata de descobrir a função que lhe é específica. Assim, Aristóteles chega à conclusão de que a função do humano consiste no exercício ativo das faculdades da alma em conformidade com a razão, uma vez que considera ser a parte racional da alma aquela que é própria do ser humano. Tal quer dizer que, para o humano ser feliz, é necessário que ele exerça a sua função e exprima integralmente a sua própria natureza, agindo em conformidade com ela. *** Pode aceder à página da coleção in https://www.uc.pt/fluc/uidief/Pub/Filosofia_ao_Minuto
Recursos em Linha do Instituto de Estudos Filosóficos [https://www.uc.pt/fluc/uidief/Pub/Recursos]
Aristóteles, Felicidade (εὐδαιμονία), Natureza, Ação, Ética Nicomaqueia, Função, Bem (ἀγαθόν)
Aristóteles, Felicidade (εὐδαιμονία), Natureza, Ação, Ética Nicomaqueia, Função, Bem (ἀγαθόν)
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