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O Brasil é uma potência hídrica, pois possui 12% do total de água doce do mundo, 90% dos seus rios são perenes, abriga a bacia amazônica, a maior do Brasil e do mundo, além de ter em seu território 70% do Aquífero Guarani (maior do mundo), bem como, a maior extensão da Amazônia e Pantanal que são áreas úmidas de grande importância mundial (REBOUÇAS, 2001; RIBEIRO, 2008). Mas essa água não é distribuída igualmente no país. Em nosso território, convivemos com situações de abundância e escassez. E mesmo em meio à grande quantidade de água, em algumas regiões o mau uso do solo e da água faz com que não possamos usufruir desse “recurso”. A água, muito mais que um recurso, é o líquido essencial para a vida. Em média, 65% de nosso corpo são constituídos por água, ou seja, os impactos que a humanidade tem feito à água atingem a todos os seres vivos, inclusive os seres humanos. E quem é responsável pela gestão das águas? Como ocorre a gestão dessa substância primordial para todos os seres? Quem deveria participar dessa gestão e quem realmente participa? A Política Nacional de Recursos Hídricos inaugura a era democrática da gestão das águas no Brasil proclamando a gestão participativa, descentralizada e integrada das águas. Mas como seria essa gestão na prática? Os instrumentos e mecanismos de gestão têm realmente proporcionado a gestão participativa, descentralizada e integrada das águas? A sociedade está disposta e preparada a participar? Como? O poder público e empresas estão dispostos a ouvir e decidir juntamente com a sociedade? Pensando nessas questões, o Projeto Manuelzão (projeto de extensão da Universidade Federal de Minas Gerais), desde 1997, tem promovido pesquisa, educação e mobilização com intuito de envolver a comunidade nessas discussões sobre a gestão das águas, fortalecendo o diálogo entre sociedade civil, poder público e usuários. Com o objetivo operacional da volta do peixe ao rio, o Projeto Manuelzão tem somado esforços na articulação dos atores envolvidos na gestão das águas, dentro de uma proposta de construção de visão ecossistêmica da saúde a partir da mudança de mentalidade civilizatória das pessoas. Se as águas refletem o que somos e fazemos, é necessário questionarmos nossas concepções de civilização, humanidade e mudarmos nossa postura diante do mundo.
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