Powered by OpenAIRE graph
Found an issue? Give us feedback
image/svg+xml art designer at PLoS, modified by Wikipedia users Nina, Beao, JakobVoss, and AnonMoos Open Access logo, converted into svg, designed by PLoS. This version with transparent background. http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Open_Access_logo_PLoS_white.svg art designer at PLoS, modified by Wikipedia users Nina, Beao, JakobVoss, and AnonMoos http://www.plos.org/ ZENODOarrow_drop_down
image/svg+xml art designer at PLoS, modified by Wikipedia users Nina, Beao, JakobVoss, and AnonMoos Open Access logo, converted into svg, designed by PLoS. This version with transparent background. http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Open_Access_logo_PLoS_white.svg art designer at PLoS, modified by Wikipedia users Nina, Beao, JakobVoss, and AnonMoos http://www.plos.org/
ZENODO
Conference object . 2019
License: CC BY
Data sources: Datacite
image/svg+xml art designer at PLoS, modified by Wikipedia users Nina, Beao, JakobVoss, and AnonMoos Open Access logo, converted into svg, designed by PLoS. This version with transparent background. http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Open_Access_logo_PLoS_white.svg art designer at PLoS, modified by Wikipedia users Nina, Beao, JakobVoss, and AnonMoos http://www.plos.org/
ZENODO
Conference object . 2019
License: CC BY
Data sources: Datacite
versions View all 2 versions
addClaim

This Research product is the result of merged Research products in OpenAIRE.

You have already added 0 works in your ORCID record related to the merged Research product.

A fala de migrantes internos: uma agenda de estudos

Authors: Oushiro, Livia;

A fala de migrantes internos: uma agenda de estudos

Abstract

A fala de migrantes internos: uma agenda de estudos Ainda que migrantes internos componham, atualmente, grande parte da população das grandes cidades brasileiras, os estudos sociolinguísticos, em sua maior parte, concentram-se sobre a fala de membros tidos como mais “prototípicos” de suas comunidades – falantes que ali nasceram e viveram a maior parte de suas vidas. Entretanto, a análise da fala de migrantes, além de providenciar um quadro mais completo dos usos linguísticos, pode fornecer subsídios para questões linguísticas mais amplas, como a estabilidade da gramática do falante ao longo da vida, fatores propulsores da mudança linguística, e a relação entre a fala individual e da comunidade. A partir de um resumo de uma das primeiras pesquisas sistemáticas sobre a fala de migrantes internos no Brasil – o Projeto “Processos de acomodação dialetal na fala de nordestinos residentes em São Paulo” (FAPESP 2016/04960-7), este pôster tem o objetivo de traçar uma agenda de estudos para esse tópico dentro do campo da Sociolinguística Variacionista. O Projeto analisou os padrões de variação na fala de 72 migrantes paraibanos e alagoanos residentes no estado de São Paulo e comparou o papel das variáveis Idade de Migração e Tempo de Residência sobre seis variáveis sociolinguísticas, quatro fonológicas e morfossintáticas, diferenciadoras de variedades regionais e do contínuo rural-urbano: (i) a realização de /r/ em coda silábica (porta); (ii) a realização de /t/ e /d/ antes de [i] (tia, dia); (iii) a altura da vogal média pretônica /e/ (relógio); (iv) a altura da vogal média pretônica /r/ (romã); (v) a concordância nominal de número (os meninos vs. os menino); e (vi) a negação sentencial (não vi vs. não vi não/vi não). Os resultados mostraram que a idade de migração tem papel preponderante para a aquisição de variantes fonológicas da comunidade anfitriã (quanto mais cedo chegou, maior a tendência de uso da nova variante), mas não teve papel sobre as variáveis morfossintáticas; tempo de residência, por sua vez, correlaciona-se apenas com /r/ em coda. Por outro lado, fica claro que diferentes variáveis sociolinguísticas não passam pelo mesmo processo de acomodação, tampouco cada um dos indivíduos migrantes. Nesse sentido, surgem novas questões que devem ser exploradas em estudos futuros: (i) é possível sistematizar uma tipologia de variáveis sociolinguísticas mais e menos propensas à acomodação dialetal? Se sim, sob quais critérios elas se agrupam? (ii) variáveis que compreendem variantes inexistentes do dialeto de origem são mais fácil- ou mais dificilmente adquiridas na nova comunidade (p.ex., a realização tepe e retroflexa de /r/ em coda para nordestinos) em comparação com variáveis que compreendem variantes existentes, ainda que menos frequentes (como a realização palatalizada de /t/ e /d/ antes de [i])? (iii) no contato entre dois dialetos A e B, deve-se esperar que a acomodação ao dialeto A por um falante do dialeto B seja semelhante ao da acomodação ao dialeto B por um falante de A (p.ex., um paulista se acomodando ao falar paraibano em comparação com um paraibano de acomodando ao falar paulista)? (iv) é preferível analisar a acomodação dialetal da perspectiva da aquisição de novas variantes ou da perda de variantes do dialeto de origem? (v) quais variáveis sociais (para além de sexo, idade e grau de escolaridade dos falantes) têm maior preponderância na acomodação dialetal? (vi) qual é o papel das variáveis atitudes linguísticas, identidade(s) do falante e sua rede social, e como operacionalizá-las dentro da metodologia de coleta de dados? (vi) além do aumento ou da diminuição da proporção de emprego de certas variantes, os migrantes também podem adquirir padrões mais abstratos de variação, como a proporção relativa de uso, em termos de favorecimento e desfavorecimento de regras variáveis, em determinados contextos linguísticos? Este pôster tem o objetivo de esboçar caminhos de respostas a essas questões, por meio do estabelecimento de uma agenda de estudos.

Related Organizations
  • BIP!
    Impact byBIP!
    selected citations
    These citations are derived from selected sources.
    This is an alternative to the "Influence" indicator, which also reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically).
    0
    popularity
    This indicator reflects the "current" impact/attention (the "hype") of an article in the research community at large, based on the underlying citation network.
    Average
    influence
    This indicator reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically).
    Average
    impulse
    This indicator reflects the initial momentum of an article directly after its publication, based on the underlying citation network.
    Average
    OpenAIRE UsageCounts
    Usage byUsageCounts
    visibility views 12
    download downloads 7
  • 12
    views
    7
    downloads
    Powered byOpenAIRE UsageCounts
Powered by OpenAIRE graph
Found an issue? Give us feedback
visibility
download
selected citations
These citations are derived from selected sources.
This is an alternative to the "Influence" indicator, which also reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically).
BIP!Citations provided by BIP!
popularity
This indicator reflects the "current" impact/attention (the "hype") of an article in the research community at large, based on the underlying citation network.
BIP!Popularity provided by BIP!
influence
This indicator reflects the overall/total impact of an article in the research community at large, based on the underlying citation network (diachronically).
BIP!Influence provided by BIP!
impulse
This indicator reflects the initial momentum of an article directly after its publication, based on the underlying citation network.
BIP!Impulse provided by BIP!
views
OpenAIRE UsageCountsViews provided by UsageCounts
downloads
OpenAIRE UsageCountsDownloads provided by UsageCounts
0
Average
Average
Average
12
7
Green