
Este capítulo analisa o perfil sociodemográfico, os tipos de crime e os diagnósticos psiquiátricos descritosna literatura brasileira sobre pessoas internadas em Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP).Trata-se de revisão integrativa conduzida nas fontes SciELO, Portal de Periódicos CAPES e LILACS, com buscasrealizadas e reexecutadas em agosto de 2026, que identificaram 613 registros e resultaram na inclusão de 21estudos, correspondentes a 20 amostras distintas, publicados entre 1999 e 2025. A síntese foi narrativa, semcombinação estatística, e as categorias de crime e diagnóstico seguem a nomenclatura dos autores dos estudosincluídos. Os resultados descrevem uma população majoritariamente masculina, de adultos jovens, solteiros, combaixa escolaridade e inatividade laboral à época da internação e, quando o dado é registrado, majoritariamentenegra. Os crimes contra a vida, sobretudo o homicídio, foram os mais frequentes, padrão que reflete também o filtrolegal da medida de segurança, com recorrência de vítimas familiares ou do convívio doméstico. A esquizofrenia e osdemais transtornos psicóticos formaram o grupo diagnóstico predominante, seguidos dos transtornos por uso deálcool e outras drogas, com comorbidades frequentes e uma parcela de pessoas sem diagnóstico documentado. Oretrato é descritivo e não autoriza inferências causais entre diagnóstico e crime. Ao reunir a produção dispersa sobreessa população, o capítulo oferece subsídios para a desinstitucionalização determinada pela Política Antimanicomialdo Poder Judiciário
