
COLAPSOS DE RECIPROCIDADE analisa as configurações sociais contemporâneas a respeito das trocas sociais com base em relações de reciprocidade. Primeiramente, busca compreender a natureza das vinculações sociais encontradas no tempo presente e seus efeitos na ordenação das práticas sociais. A questão da insegurança emerge como sintoma plausível dos colapsos de reciprocidade, enquanto os arranjos sociais acrescem instabilidades marcadas por frágil adesão a projetos coletivos, culminam em perda de confiança entre pessoas e instituições. Nessa perspectiva, busca apresentar uma visão constitutiva a respeito da reciprocidade como elemento indispensável aos tipos variados de relações sociais e de composição de agrupamentos humanos institucionalizados pela questão da amizade, relacionamento afetivo, família, mundo do trabalho, das organizações e das corporações sociais. Desse modo, laços sociais de baixa densidade e expectativas reduzidas de contrapartida deslocam-se de registros pessoais para os impessoais; dos contatos duradouros para os instantâneos. Os circuitos de reciprocidade e os vínculos coletivos são elementos aos quais se dedica o autor da obra.
