
Buscando apresentar à comunidade acadêmica a urgência de analisar criticamente o novo Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no País, necessário lembrar o feixe de forças obtusas que detêm o domínio do controle social, e sobretudo punitivo, no país. Isso leva-nos a refletir não só sobre as alterações por ele promovidas — que chegam, em grande medida, ceifadas de qualquer crivo constitucional —, mas também sobre o contexto político que as sustenta. Dialogando com as raízes que fundam o IBCCRIM, a memória do Carandiru ressoa nas páginas que seguem. A contrapelo da história, o editorial lembra-nos da importância de um debate que resista à naturalização das violências e seu correlato regime de saberes jurídicos pronto a legitimá-las politicamente.
