
Este livro apresenta um estudo sociossemiótico sobre racismo ambiental, fundamentado na análise crítica da estética do Hip-Hop periférico em São Paulo. A pesquisa reinterpreta a fórmula técnica de risco de desastres utilizada pelo CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), transformando parâmetros científicos complexos em uma pedagogia popular acessível. Por meio do design gráfico, intervenções urbanas e uma leitura intertextual do álbum 'Sobrevivendo no Inferno' dos Racionais MC's, o trabalho demonstra como a cultura Hip-Hop opera como uma tecnologia social para o enfrentamento da desigualdade ambiental. A obra fornece um arcabouço para a ciência dos desastres de base comunitária e para a justiça socioambiental, estreitando a lacuna entre dados institucionais técnicos e as vivências das populações negras, indígenas e periféricas.
