
A educação em saúde, no campo da saúde mental no Sistema Único de Saúde, constitui uma estratégia fundamental para fortalecer práticas de cuidado pautadas no diálogo, na escuta, no vínculo, na autonomia e na participação dos usuários. Diante dos desafios enfrentados pela Rede de Atenção Psicossocial, especialmente quanto à fragmentação entre serviços, à fragilidade do apoio matricial, às desigualdades sociais e à permanência de práticas medicalizantes, este estudo teve como objetivo analisar de que maneira a educação em saúde pode atuar como dispositivo de cuidado em saúde mental no SUS. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, descritiva e analítica, realizada em bases como SciELO, BVS, LILACS, MEDLINE/PubMed e Google Acadêmico, considerando publicações entre 2023 e 2026. Foram selecionados dez artigos, analisados de forma interpretativa e comparativa. Os resultados indicaram que a educação em saúde se mostra mais potente quando integrada ao cotidiano dos serviços, por meio de rodas de diálogo, visitas domiciliares, grupos, apoio matricial, educação permanente e formação multiprofissional. Conclui-se que a educação em saúde constitui dispositivo essencial para qualificar o cuidado psicossocial, pois favorece a corresponsabilização, reduz estigmas, amplia a autonomia dos sujeitos e fortalece práticas territoriais, humanizadas e comprometidas com o cuidado em liberdade.
