
A automedicação é amplamente praticada no Brasil e está relacionada principalmente, à facilidade de acesso a medicamentos isentos de prescrição e pela percepção pública equivocada de segurança desses produtos. O paracetamol é um desses medicamentos, mas quando usado sem orientação ou em doses erradas, pode levar a danos graves ao fígado. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão da literatura, os riscos associados ao uso indiscriminado desse fármaco, bem como destacar a importância da atuação do farmacêutico na promoção do uso racional de medicamentos. Fizemos uma revisão Integrativa, buscando artigo no Google Acadêmico, LILACS, SciELO e PubMed, com palavras-chaves da área, entre janeiro a abril de 2026. Foram incluídos artigos completos em português e inglês, publicados de 2016 a 2026. No total, 20 artigos foram analisados. Os resultados mostram que o uso excessivo de paracetamol sobrecarrega o fígado, acumula a substância tóxica chamada NAPQI e acaba destruindo as células do fígado. Doses acima de 10 g em adultos ou 150 mg por quilo em crianças são perigosas. Quem consome álcool com frequência ou já tem doença no fígado corre mais risco. A intoxicação passa por quatro fases e pode evoluir para uma falência grave no fígado. O tratamento com N-acetilcisteina funciona melhor quanto antes for usado. Concluímos que o uso exagerado do paracetamol é um problema sério de saúde pública e que é preciso educar a população e fortalecer o papel do farmacêutico na orientação e prevenção.
