
O artigo delineia a trajetória do pintor Eduardo de Martino (1838–1912), com ênfase em sua viagem à América do Sul e na influência dessa experiência em sua obra. Anteriormente oficial da Marinha Italiana, De Martino chegou ao continente em 1863 para integrar a Divisão Naval do Reino da Itália, cuja missão consistia em resguardar imigrantes italianos na região do Prata. Durante sua estadia, produziu uma série de imagens que expressam a perspectiva do viajante, marcada pelo estranhamento diante do novo. O estudo, fundamentado na micro-história, demonstra como as obras de Eduardo de Martino refletem a interação entre memória, imaginação e realidade. Ademais, contribui para a análise das relações entre indivíduo e sociedade.
