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Avaliação de argamassas à Base de MgO com Metacaulim: Propriedades no Estado Fresco e Endurecido

Authors: Vanderlei, Arthur Lima (1); Maia, José Vinícius Rodrigues (1); Leon, Beatriz de Souza Ponce (2); Mamedes, Carlos Eduardo Gomes (2); dos Anjos, Marcos Alyssandro Soares (1,2);

Avaliação de argamassas à Base de MgO com Metacaulim: Propriedades no Estado Fresco e Endurecido

Abstract

A produção do cimento Portland comum é responsável por uma parcela significativa das emissões globais de CO₂ impulsionadas tanto pela calcinação do calcário quanto pelos altos consumos energéticos do processo. Nesse contexto, o óxido de magnésio (MgO) surgiu como uma alternativa potencialmente mais sustentável, uma vez que apresenta capacidade de capturar CO₂ ao longo do tempo por meio da formação de carbonatos magnesianos. Entretanto, sua aplicação como aglomerante enfrentou limitações importantes, principalmente relacionadas à sua baixa reatividade e à lentidão na hidratação. Para contornar esses desafios, materiais pozolânicos como o metacaulim (MK) foram empregados, pois reagem com os produtos da hidratação do MgO, contribuindo para a formação de géis magnesianos-silicatados mais densos e estáveis, capazes de melhorar o desempenho mecânico das matrizes. Neste estudo, foram avaliadas quatro formulações: um traço de referência composto exclusivamente por MgO e três misturas contendo 10%, 15% e 20% de metacaulim. A caracterização envolveu ensaios de calorimetria, pH, consistência e resistência à compressão. A calorimetria permitiu acompanhar a hidratação das misturas, enquanto as medições de pH auxiliaram na avaliação da alcalinidade. A mesa de consistência indicou o efeito do MK na fluidez das pastas, e os ensaios de compressão quantificaram a influência das substituições no desempenho mecânico. De forma geral, os resultados demonstraram que a adição de metacaulim promoveu alterações significativas no comportamento das misturas. Observou-se uma redução na fluidez com a adição do metacaulim. Por outro lado, houve incremento nas resistências mecânicas, indicando que o metacaulim contribuiu para uma microestrutura mais refinada e para a formação de produtos hidratados capazes de conferir maior compacidade ao sistema. Essa análise evidenciou o potencial da combinação MgO + MK no desenvolvimento de argamassas mais sustentáveis, reforçando a viabilidade de sistemas alternativos ao cimento Portland e contribuindo para o avanço de soluções de menor impacto ambiental na construção civil.

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