
O uso de barras de polímero reforçado com fibras (FRP) como armadura em estruturas de concreto vem ganhando destaque, sobretudo devido à sua natureza não corrosiva, que proporciona vantagens significativas em termos de durabilidade, especialmente em ambientes agressivos. Entretanto, a substituição do aço por FRP modifica de maneira expressiva o comportamento estrutural, uma vez que esse material apresenta resposta linear elástica até a ruptura, sem patamar de escoamento, o que favorece modos de ruptura frágeis. Além disso, o FRP possui módulo de elasticidade inferior ao do aço, ocasionando maiores deslocamentos e aberturas de fissuras. Nesse contexto, a avaliação da ductilidade demanda a adoção de métricas alternativas. Diante dessa necessidade de entendimento e da busca por estratégias eficientes de mitigação, este artigo apresenta uma revisão abrangente dos métodos de avaliação da ductilidade em vigas de concreto armado com barras de FRP, reunindo evidências experimentais e modelos analíticos e numéricos. São discutidas estratégias como o emprego de seções superarmadas que conduzem à falha por esmagamento do concreto, o confinamento da região comprimida por estribos ou por reforços externos e a combinação de armaduras de FRP com aço. Também são analisados critérios normativos relevantes e é apresentada uma comparação entre dados experimentais e predições teóricas. Essa comparação permitiu identificar tendências consistentes e implicações diretas para o dimensionamento no estado limite de serviço e no estado limite último, contribuindo para o entendimento do estado da arte e para a identificação de lacunas de conhecimento.
