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PREVALÊNCIA E ANÁLISE ESPACIAL DA COMUNICAÇÃO INTERVENTRICULAR NO BRASIL: UMA SÉRIE TEMPORAL DE CINCO ANOS

Authors: Têrto Cunha, Yasmin; Ribeiro Roman Loza, Lauro Antônio; Martins dos Santos, Stefany; Toríbio, Marco; Lucena Lisboa Borges, Laura; Marques, Vitor Hugo; Pires de Farias, Júlia; +1 Authors

PREVALÊNCIA E ANÁLISE ESPACIAL DA COMUNICAÇÃO INTERVENTRICULAR NO BRASIL: UMA SÉRIE TEMPORAL DE CINCO ANOS

Abstract

Introdução e objetivos: As cardiopatias congênitas estão entre as malformações mais frequentes ao nascer, sendo a comunicação interventricular, a mais comum das cardiopatias. Essa é caracterizada por uma mistura de sangue entre as câmaras, podendo apresentar repercussões clínicas e necessidade de intervenção precoce. Este estudo tem como objetivo descrever a tendência temporal e a distribuição espacial da Comunicação Interventricular no Brasil, no período de 2021 a 2025, comparando a evolução dos indicadores estaduais e regionais em relação ao cenário nacional. Métodos: Realizou-se análise descritiva dos casos de comunicação interventricular (CID Q21.0), ao nascimento, registrados no Brasil no período de 2021 a 2025. As informações foram obtidas no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos - SINASC, do Ministério da Saúde, atualizadas em fevereiro de 2026. Calculou-se a prevalência por 10.000 nascidos vivos. Resultados: Entre 2021 e 2025, foram registrados 1773 casos de comunicação interventricular no Brasil, com prevalência de 1,4 e tendência de aumento ao longo do período. A região Sudeste concentrou o maior número absoluto de registros, especialmente São Paulo, responsável por 57,4% dos casos nacionais, enquanto Goiás registrou 24 casos, correspondendo a 1,3% do total brasileiro. Em 2021 e 2025 as prevalências de CIV foram, respectivamente, 0,78 e 2,0 nacionalmente; 1,6 e 3,0 no Sudeste; 0,8 e 2,1 no Sul; 0,1 e 1,3 no Nordeste; 0,3 e 1,2 no Norte e 0,2 e 0,9 no Centro-Oeste. Entre os estados, as maiores prevalências, em 2025, por região, foram em São Paulo (4,6), em Santa Catarina (4,2), na Paraíba (5,8), em Rondônia (16,1) e em Goiás (1,1). Algumas unidades federativas não registraram casos em 2025, incluindo Amapá, Alagoas, Distrito Federal e Sergipe. Conclusões: Observou-se um aumento progressivo da prevalência de comunicação interventricular no Brasil entre 2021 e 2025, provavelmente relacionado à ampliação diagnóstica e à melhoria da notificação dos casos. Entretanto, os resultados sugerem um importante subdiagnóstico e subnotificação possivelmente relacionados à desigualdades regionais na detecção da doença, com concentração dos registros em grandes centros especializados e ausência de dados em alguns estados. Os achados reforçam a necessidade de ampliação do diagnóstico precoce, fortalecimento da vigilância epidemiológica e expansão dos centros de referência em cardiologia e cirurgia pediátricas no país. Palavras-chave: Comunicação interventricular; Cardiopatia congênita; Prevalência

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