
A problematização que orienta este capítulo, portanto, incide sobre as condições pelas quais os métodos avaliativos podem ser reorganizados para reconhecer a diversidade dos estudantes sem esvaziar o rigor pedagógico. Gonçalo et al. (2023) contribuem para essa discussão ao tratar da adaptação de instrumentos tecnológicos e dos procedimentos avaliativos na educação inclusiva, evidenciando que recursos digitais e tecnologias assistivas podem ampliar as formas de resposta, comunicação e participação quando vinculados a objetivos pedagógicos claros. Naine (2025) tensiona a distância entre discursos normativos e práticas escolares, indicando que a inclusão avaliativa não se realiza apenas pela existência de diretrizes, mas pela capacidade institucional de transformar critérios, instrumentos e relações pedagógicas. Crespo et al. (2018) e Peixoto (2025) permitem situar esse debate no campo mais amplo da educação inclusiva e da educação especial, ao destacarem que a avaliação das aprendizagens precisa ser concebida como parte de um projeto escolar acessível, colaborativo e responsivo às singularidades. Assim, o capítulo se propõe a analisar a avaliação inclusiva como prática que articula equidade, acessibilidade, mediação docente e diversidade de instrumentos, tomando como eixo a seguinte questão: de que modo a escola pode avaliar sem converter diferenças em desigualdades avaliativas?
