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INCIDÊNCIA DAS CARDIOPATIA CONGÊNITAS NO ESTADO DE GOIÁS ENTRE OS ANOS DE 2014 E 2024.

Authors: Martins Silva, Dannyelle; de Resende Izidoro, Lívia Cristina;

INCIDÊNCIA DAS CARDIOPATIA CONGÊNITAS NO ESTADO DE GOIÁS ENTRE OS ANOS DE 2014 E 2024.

Abstract

As cardiopatias congênitas constituem as malformações mais comuns. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que a Doença Cardíaca Congênita (DCC) afete cerca de 30 mil crianças por ano, das quais aproximadamente 40% necessitam de intervenções cirúrgicas no primeiro ano devida. A incidência dessas alterações no país é considerada elevada, com 352.879 casos registrados no DATASUS entre os anos de 2014 e 2024. Na região Centro-Oeste, foram contabilizados 23.943 casos no mesmo período, sendo o estado de Goiás aquele com maior número de registros. Diante desse contexto, o objetivo deste estudo foi descrever a frequência de cardiopatias congênitas nos municípios do estado de Goiás, entre 2014 e 2024. Estudo descritivo, de corte transversal. A coleta de dados foi realizada na Plataforma DATASUS, por meio do Sistema TABNET, considerando registros de malformações congênitas do aparelho circulatório nos municípios do estado de Goiás, entre 2014 e 2024. As variáveis de interesse incluíram: número de recém-nascidos,recém-nascidos com anomalias congênitas, casos de malformações congênitas do aparelho circulatório, município e ano de ocorrência. Os dados foram organizados e analisados por meio de estatística descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas. Foram registrados 1.042.700 nascidos vivos em Goiás no período avaliado. Dentre esses, 457 eram portadores de alguma DCC, o que corresponde a (0,043%). A cidade com maior número de casos registrados foi Goiânia com 143 casos (31,29%), seguida de Aparecida de Goiânia com 37(8,09%), Anápolis com 33 (7,22%) e Rio Verde com 14 (3,06%). Os demais casos distribuíram-se entre os outros municípios do estado. Observou-se aumento no número de registros a partir de 2017, com 27 casos, seguido de 49 em 2018, 44 em 2019, 40 em 2021, 48 em 2022, 39 em 2023 e 108 em 2024. A explicação para o aumento dessa taxa pode ser devido à notificação compulsória de anomalias congênitas ter iniciado em 2018. As cardiopatias congênitas possuem alta frequência no estado de Goiás, com destaque para a capital do Estado e as grandes cidades. O número de registros é preocupante, principalmente ao considerar a complexidade do tratamento e a mortalidade das crianças portadoras destas alterações. A ampliação do acesso à informação, aliada a um pré-natal de qualidade, pode contribuir para o encaminhamento adequado das famílias, favorecendo o diagnóstico precoce e a promoção de melhor qualidade de vida. Palavras-chave: Incidência; Cardiopatia Congênita; Malformações Congênitas.

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