
Os cuidados paliativos, no contexto oncológico contemporâneo, emergem como uma resposta clínica e ética à complexidade dos processos de adoecimento em estágios avançados, nos quais a progressão da doença impõe limites concretos às possibilidades terapêuticas curativas e desloca o eixo da prática assistencial para a gestão do sofrimento em suas múltiplas expressões. Conforme discutido por De Carvalho (2024), a experiência do câncer avançado é marcada por uma sobreposição de sintomas físicos intensos, sofrimento emocional persistente e desorganização das rotinas sociais, o que exige uma abordagem que não se restrinja ao tratamento da doença, mas que incorpore dimensões subjetivas e relacionais do cuidado. Nesse mesmo horizonte, De Sousa (2023) sustenta que os cuidados paliativos se estruturam a partir de uma lógica de integralidade que articula intervenções clínicas, suporte psicossocial e atenção às necessidades espirituais, configurando uma prática que redefine o sentido da assistência em situações de terminalidade.
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