
Este ensaio examina o paradoxo entre hiperexposição digital e fragilidade da memória queer nas plataformas. Sustenta-se que a intensificação da circulação de rastros, imagens, perfis e metadados sobre sujeitos dissidentes não equivale à preservação de sua experiência histórica. Ao contrário, a lógica das plataformas submete a memória à economia da atenção, à moderação privada, à instabilidade dos formatos e à governança algorítmica da visibilidade. Partindo de autores dos estudos de memória, arquivos e plataformas, o texto argumenta que a disputa contemporânea não se resume ao direito de aparecer, mas envolve também o direito de permanecer, ser descrito de modo adequado e integrar arquivos menos precários do que aqueles organizados por interesses mercadológicos.
