
Destaca que a educação inclusiva é uma transformação histórica e ética no campo educacional, marcada pela superação de práticas segregadoras e integradoras em favor de uma escola que reconhece e valoriza a diversidade como parte constitutiva da experiência humana. A trajetória vai da segregação, passando pela integração, até a inclusão, que desloca a responsabilidade da adaptação para a instituição escolar. Os marcos legais nacionais e internacionais foram fundamentais para ampliar direitos, mas sua efetivação depende de mudanças culturais, pedagógicas e, sobretudo, atitudinais. As barreiras atitudinais — preconceitos, estigmas e baixas expectativas — permanecem como grandes desafios, tornando essencial a formação continuada e o compromisso ético com a equidade. A escola inclusiva deve garantir pertencimento, participação e aprendizagem em condições de justiça social, consolidando-se como espaço de acolhimento e de afirmação do direito de todos à educação.
