
Gabriel Antônio Diel Bitencourt1; Laura Garcia2; Isabella Pereira Favoni3; Laura Fabian Neumann4 Felipe Costa Vicente5; Luís Rodolfo de Andrade6 (1) Fundação Educacional do Município de Assis Introdução: Hérnia inguinal ocorre em locais onde a aponeurose e fáscia não estão envoltos por músculo estriado, proporcionando órgãos ou tecidos a protruir através de um ponto de fragilidade na parede abdominal. Cada técnica - aberta, laparoscópica, e robótica - possuem suas vantagens e desvantagens, compreender suas diferenças é de suma importância para tratamentos individualizados. Objetivos: revisar evidências atuais sobre as técnicas cirúrgicas para reparo de hérnia inguinal. Metodologia: revisão de literatura entre o período de 2019-2025 realizada nas bases de dados: Virtual Health Library (BVS), PUBMED e MEDLINE, 150 artigos totalmente revisados e 23 estudos incluídos ao final da análise. Resultados: A abordagem aberta para reparo de hérnia inguinal envolve uma incisão na região inguinal, proporcionando acesso direto a hérnia. Há duas técnicas principais: (1) Hernioplastia com tensão (Bassini, McVay), métodos tradicionais que usa da sutura de estruturas anatômicas para reforçar a parede abdominal, e (2) Hernioplastia sem tensão (Lichtenstein), que utiliza malha de polipropileno, reduzindo a dor pós operatória e taxa de recorrência. Reparo laparoscópico de hérnia inguinal é um procedimento minimamente invasivo que ficou popularizado devido seus benefícios: menor dano traumático de tecidos e recuperações mais rápidas. A técnica laparoscópica utiliza-se de pequenas incisões onde trocateres são inseridos para dar entrada aos instrumentos cirúrgicos e câmera. Há duas técnicas principais: a técnica transabdominal-peritoneal (TAPP) - utilizada devido sua maior curvatura de aprendizado, sendo mais ampla e com maior visão anatômica, facilitando a dissecação e entendimento das estruturas envolvidas, e a técnica Totalmente extraperitoneal (TEP) - que requer um acesso mais restrito extraperitoneal, com maior complexidade técnica envolvida, mas que reduz riscos de complicações abdominais. Abordagem robótica para reparo de hérnia inguinal é uma evolução das técnicas minimamente invasivas que combina precisão e controle oferecidos pela tecnologia robótica com os benefícios da laparoscopia. Neste método utiliza-se de um sistema robótico controlado pelo cirurgião que performa movimentos precisos com instrumentos articulados e visualização interna em 3D. Discussão: para comparar as três abordagens cirúrgicas diversos fatores são analisados, incluindo tempo cirúrgico, complicações, custo, e recuperação pós operatória. O debate sobre a superioridade entre as abordagens depende de fatores como disponibilidade de recursos, experiência do cirurgião e características específicas de cada paciente. Conclusão: A escolha da técnica ideal deve ser guiada através de análise individual, considerando fatores clínicos, recursos disponíveis e a preferência do paciente, sempre buscando balancear segurança, eficácia e custo benefício.
