
Maria Eduarda Fadel Lacreta 1; Maria Fernanda Fadel Lacreta 1; Verena Peruche Ramos1; Larissa Marin Dortes 1; Felipe Rodrigues Resende2; Julia Regina de Andrade3 (1) Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA); (2) Universidade Federal de Goiás; (3) Universidade Estadual de Maringá Introdução: A espondilodiscite é uma infecção que compromete discos intervertebrais e vértebras adjacentes, frequentemente associada a dor intensa, instabilidade segmentar e risco elevado de complicações neurológicas e morte. O tratamento clínico com antibioticoterapia costuma ser o primeiro passo, especialmente em casos sem sinais de instabilidade. Porém, diante da falha terapêutica ou de deterioração neurológica, a cirurgia torna-se essencial. Apesar do avanço das técnicas minimamente invasivas, ainda há incertezas sobre os critérios ideais para indicar a abordagem cirúrgica. Objetivo: Avaliar a eficácia do tratamento cirúrgico da espondilodiscite à luz de algoritmos clínicos estruturados, comparando seus resultados com os obtidos pela conduta conservadora. Metodologia: Foi realizada busca sistemática nas bases PubMed, Embase, Cochrane Library, LILACS e SciELO, incluindo estudos entre 2010 e 2025. Foram considerados trabalhos prospectivos, retrospectivos, meta-análises e revisões sistemáticas que compararam estratégias cirúrgicas e clínicas. Relatos de caso e revisões narrativas foram excluídos. A seleção seguiu o protocolo PRISMA, resultando em seis estudos. Resultados: A cirurgia precoce associou-se a melhores desfechos, com redução da mortalidade (8–13% contra até 24%), menor recidiva da infecção (15–21%) e internação em média oito dias mais curta. Estratégias combinadas pelas vias anterior e posterior mostraram-se eficazes, embora com reoperação em cerca de 13%. Fatores como diabetes, imunossupressão e infecções extensas aumentaram o risco de complicações. Discussão: Os resultados reforçam a importância de definir precocemente critérios cirúrgicos e seguir algoritmos claros, o que favorece decisões mais seguras e consistentes. O uso de técnicas minimamente invasivas contribui para menor morbidade e recuperação funcional mais rápida. Conclusão: O tratamento cirúrgico precoce, guiado por critérios clínicos bem definidos, mostrou superioridade frente à conduta conservadora, apontando para a necessidade de estudos multicêntricos que consolidem protocolos e padronizem as indicações operatórias.
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