
O slasher ganhou forma no cinema a partir da década de 1960, mas a figura do psicopata e do assassino em série é muito mais antiga, atravessando imaginários, medos e narrativas de diferentes épocas. No cinema americano, esse horror se consolidou ao reunir adolescentes e espaços afastados, transformando a passagem para o mundo adulto em território de ameaça, tensão e desconhecido. Talvez esse tipo de história dialogue com os medos da descoberta, com o contato brusco com o que existe para além da família e da escola. Talvez revele angústias ligadas ao descontrole, ao desejo, à violência ou à própria desconfiança diante de um mundo onde quase tudo e quase todos podem parecer estranhos. Não pretendemos resolver essas questões aqui. Nesta edição, a Tricerata mergulha justamente nessas inquietações. O slasher aparece filtrado pelo cenário brasileiro, por nossas paisagens, nossos códigos e também por algumas de nossas neuroses mais persistentes. O resultado é um conjunto de histórias que conversa com a tradição do gênero, mas sem abrir mão de uma voz própria. Agora, resta fazer o que o horror sempre pede: abrir a primeira página, seguir adiante com atenção e descobrir, pouco a pouco, o que espera por nós. Vamos ler. E vamos por partes.
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