
Introdução: A malária é uma infecção de alta mortalidade que atinge milhões anualmente e os tratamentos comuns demonstram-se progressivamente ineficazes pela crescente resistência das espécies de Plasmodium sp. A espécie vegetal Calotropis procera (Aiton) W.T.Aiton, conhecida por seu uso popular como expectorante, anti-inflamatório e anti-helmíntico, é citada como promissora para tratamentos da malária. Objetivos: Avaliar o potencial antimalárico de C. procera. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa com busca de dados nas bases: PubMed, Scielo, ScienceDirect e BVS, utilizando-se dos descritores “Calotropis procera”, “Antimalária”, “Plasmodium” e “Malária” com os operadores booleanos AND e OR, conforme descritores DeCS/MeSH. Sendo os critérios de inclusão: artigos dos últimos 10 anos, de livre acesso, em inglês ou português, e os de exclusão: artigos repetidos, fora da temática abordada, revisões e texto completo disponível. Resultados e Discussão: Foram encontrados 82 trabalhos e, após aplicação dos critérios, restaram 4 estudos. Uma análise ex vivo a partir das amostras de camundongos com P. berghei, verificou os efeitos farmacológicos da biossíntese de nanopartículas de prata e o extrato metanólico das folhas de C. procera [50 mg/kg], levando a redução em 98,5% da parasitemia comparado aos não tratados, diminuição de necrose e da infiltração de células inflamatórias. Ademais, uma pesquisa in vivo com o extrato tampão fosfato de látex da planta em uma concentração de 75 mg/kg/dia da solução, obteve taxas de supressão, cura e profilaxia dos parasitas de: 61,85%, 50,26% e 65,47%, bem como, aumento do peso corporal nos testes supressivos e curativos. Outro estudo ex vivo com o extrato etanólico de C. procera demonstrou uma IC50 (concentração inibitória de 50% do parasita) a 2,5 mg/ml em P. falciparum sensível à cloroquina, sendo considerada com baixa toxicidade, TC50, concentração tóxica média. Por fim, um trabalho in vivo primeiro avaliou os níveis de inibidor bruto de cisteína protease (CPI) em diferentes partes de C. procera, pois o Plasmodium necessita de cisteína protease para invasão, ruptura de eritrócitos e degradação de hemoglobina no hospedeiro, características da infecção por malária, observando-se o extrato tampão fosfato de látex com a maior atividade inibitória a IC50 de 25.50μg/ml e LD50, dose letal mediana, de 490 mg/kg do peso corporal, relativamente seguro para estudos in vivo. Conclusão: A atividade antimalárica de C. procera mostra-se promissora por reduzir significativamente a parasitemia, atuar como profilaxia e manter níveis altos de CPI contra Plasmodium sp. Logo, há necessidade de maiores pesquisas sobre o potencial antimalárico da planta, dado que a literatura ainda é escassa.
Plasmodium berghei, Plantas medicinais, Malária, Calotropis procera, Antiplasmodial
Plasmodium berghei, Plantas medicinais, Malária, Calotropis procera, Antiplasmodial
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