
Resumo: O presente estudo analisa a formação histórica da estrutura fundiária brasileira, marcada pela expropriação de terras indígenas, pelo uso do trabalho escravizado e pela consolidação do latifúndio. Desde as capitanias hereditárias e sesmarias até a Lei de Terras de 1850, a terra foi transformada em mercadoria, negando a ex-escravizados e trabalhadores pobres o acesso à terra como meio de produção. A abolição da escravidão, longe de significar emancipação, apenas reorganizou mecanismos de exploração, marginalizando a população negra, submetida a estigmas como a “vadiagem” e à repressão de práticas culturais e religiosas. Essa marginalização não foi acidental, mas parte de um projeto deliberado de Estado que articulou classe, raça e gênero para perpetuar privilégios da elite agrária e branca, revelando como a história da propriedade rural no Brasil se enraíza em violência estrutural e racismo, cujo legado persiste nas desigualdades atuais. Palavras-chave: Lei de Terras; escravidão; racismo estrutural; latifúndio.
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