
A insuficiência cardíaca e a hipertensão resistente representam desafios clínicos relevantes, frequentemente associados à disfunção do sistema nervoso autônomo e à hiperatividade simpática sustentada. Nesse contexto, terapias de neuromodulação emergem como estratégias inovadoras voltadas à restauração do equilíbrio autonômico e à melhora de desfechos cardiovasculares. O objetivo do estudo foi analisar criticamente as evidências científicas recentes sobre novas terapias de neuromodulação aplicadas à insuficiência cardíaca e à hipertensão resistente, com ênfase nos mecanismos fisiológicos envolvidos, nos resultados clínicos e nas perspectivas futuras para a prática clínica. Tratou-se de revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, JACC, SciELO e American College of Cardiology, utilizando descritores relacionados à estimulação vagal, ativação barorreflexa e denervação renal. Foram incluídos estudos publicados nos últimos dez anos, em periódicos indexados, com seguimento mínimo de seis meses. As principais estratégias identificadas incluem a estimulação do nervo vago, a ativação do barorreflexo carotídeo e a denervação renal. Os estudos analisados demonstram melhora da modulação autonômica, redução da atividade simpática, ganhos funcionais e, em alguns ensaios, incremento da fração de ejeção e do controle pressórico. As terapias de neuromodulação apresentam potencial clínico relevante como adjuvantes ao tratamento farmacológico convencional, especialmente em pacientes refratários. Contudo, a heterogeneidade metodológica e a limitação de dados de longo prazo reforçam a necessidade de ensaios clínicos robustos para consolidar sua incorporação rotineira na prática cardiovascular.
Heart failure and resistant hypertension are major clinical challenges frequently associated with autonomic nervous system dysfunction and sustained sympathetic hyperactivity. In this context, neuromodulation therapies have emerged as innovative strategies aimed at restoring autonomic balance and improving cardiovascular outcomes. To critically analyze recent scientific evidence on new neuromodulation therapies applied to heart failure and resistant hypertension, emphasizing physiological mechanisms, clinical outcomes, and future perspectives for clinical practice. An integrative literature review was conducted in PubMed, JACC, SciELO, and the American College of Cardiology databases using descriptors related to vagal stimulation, baroreflex activation, and renal denervation. Studies published within the last ten years with a minimum follow-up of six months were included. The main strategies identified were vagus nerve stimulation, carotid baroreflex activation therapy, and renal denervation. The analyzed studies demonstrated improvements in autonomic modulation, reductions in sympathetic activity, functional gains, and, in selected trials, increases in left ventricular ejection fraction and blood pressure control. Neuromodulation therapies show relevant clinical potential as adjunctive treatments to conventional pharmacological therapy, particularly in refractory patients. However, methodological heterogeneity and limited long-term data highlight the need for robust clinical trials to support their routine clinical adoption.
La insuficiencia cardíaca y la hipertensión resistente representan desafíos clínicos relevantes, frecuentemente asociados con disfunción del sistema nervioso autónomo e hiperactividad simpática sostenida. En este contexto, las terapias de neuromodulación surgen como estrategias innovadoras orientadas a restaurar el equilibrio autonómico y mejorar los resultados cardiovasculares. Analizar críticamente la evidencia científica reciente sobre nuevas terapias de neuromodulación aplicadas a la insuficiencia cardíaca y la hipertensión resistente, enfatizando los mecanismos fisiológicos, los resultados clínicos y las perspectivas futuras para la práctica clínica. Revisión integradora de la literatura realizada en las bases PubMed, JACC, SciELO y American College of Cardiology, utilizando descriptores relacionados con la estimulación vagal, la activación del barorreflejo y la denervación renal Las principales estrategias identificadas incluyen la estimulación del nervio vago, la activación del barorreflejo carotídeo y la denervación renal, con evidencia de mejora en la modulación autonómica, reducción de la actividad simpática y beneficios funcionales. Las terapias de neuromodulación presentan potencial clínico relevante como adyuvantes al tratamiento farmacológico convencional, aunque la falta de estudios de largo plazo refuerza la necesidad de ensayos clínicos más robustos.
Heart Failure, Vagus Nerve Stimulation, Neuromodulation, Resistant Hypertension, Autonomic Nervous System
Heart Failure, Vagus Nerve Stimulation, Neuromodulation, Resistant Hypertension, Autonomic Nervous System
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