
Esse artigo buscou analisar a complexa relação entre a esquizofrenia e a criminalidade violenta, visando desconstruir estigmas sociais e identificar fatores de risco que precipitam atos delituosos. A metodologia empregada foi uma revisão bibliográfica sistemática e análise documental, com abordagem qualitativa e exploratória, consultando bases como SciELO, PePSIC, BVS, Google Acadêmico e PubMed. Os principais resultados encontrados demonstram que a violência não é um traço inerente ao transtorno, mas sim o desfecho de uma interação de vulnerabilidades. Destaca-se que a comorbidade com o Transtorno por Uso de Substâncias (TUS) é o fator de maior impacto, atingindo até 50% dos casos e duplicando o risco criminal, seguido pela psicose ativa não tratada e pelo abandono sistêmico. As conclusões indicam que a periculosidade associada ao indivíduo com esquizofrenia é um estereótipo que ignora falhas clínicas e sociais. O estudo reforça que a violência decorre de um acúmulo de negligências — neurocognitivas, sociais e institucionais — e aponta para a urgência de políticas públicas integradas. Tais políticas devem focar no tratamento conjunto do TUS e na garantia de acesso contínuo à saúde mental como estratégias fundamentais para reduzir a marginalização e a criminalização da doença mental no contexto brasileiro.
Esquizofrenia. CriminalidadeViolenta. Rede de Atenção Psicossocial.
Esquizofrenia. CriminalidadeViolenta. Rede de Atenção Psicossocial.
