
Esse artigo buscou responder aos impactos do brincar no período de hospitalização infantil sob a ótica da Gestalt-terapia (GT). O objetivo central foi compreender como o processo de hospitalização atravessa a criança e de que forma as intervenções lúdicas contribuem para a elaboração psíquica nesse contexto. A metodologia consistiu em uma pesquisa qualitativa de cunho teórico, fundamentada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e nas diretrizes do Ministério da Saúde. Os principais resultados encontrados revelam que a hospitalização gera impactos negativos significativos, desestruturando a rotina e o desenvolvimento do paciente. No entanto, o brincar surge como o principal veículo facilitador de expressão e adaptação, permitindo que a criança utilize a imaginação para desenvolver estratégias de enfrentamento. A partir da perspectiva gestáltica, que compreende o ser humano como um ser holístico e autorregulador, evidenciou-se que a atividade lúdica possibilita à criança trazer anseios à luz da consciência, favorecendo o alcance da awareness e o contato com suas necessidades internas. Conclui-se que a valorização do brincar é um alicerce indispensável no ambiente hospitalar, servindo não apenas como entretenimento, mas como ferramenta de suporte emocional e desenvolvimento saudável. A investigação ressalta a importância de incentivar capacitações sobre a temática para profissionais da saúde, visando humanizar o cuidado na pediatria hospitalar.
Crianças. Terapia Gestalt. Hospitalização.
Crianças. Terapia Gestalt. Hospitalização.
