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FREUD E LACAN

FREUD AND LACAN
Authors: Francisco Molina, Pedro;
Abstract

A correção se faz necessária, motivo pelo qual foi desenvolvida esta tese, no sentido de resgatar a descoberta freudiana ao longo de seu tempo, em função da transição de sua época, motivado sua enorme rejeição.A civilização adentrava o século XIX, cujo Iluminismo descortinava com a pretensão de trazer luz às sombras, e o positivismo trazia a contestação na retórica de que algo negativo constituía um passado de retrocesso, além de uma pós-era vitoriana, um regime de forte pressão de valores impositivos religiosos.Portanto, movimentos e teorias se fundamentavam para entender a Idade da Razão. O homem atuava na transformação de algo até então revolucionário, ou seja, a dicotomia, a bipartição de algo que o constituía como um todo, até o marco do modernismo cartesiano, com sua célebre frase: "Penso, logo duvido."A filosofia, diante do cogito, se aprofunda em sua dialética questionadora entre o mundo material e sua metafísica, cujo pensamento, a partir do parto das ideias, questiona o sentido de independência do homem, situando-o no campo das possibilidades.Muitos personagens navegam nas diversas teorias, resgatando pensamentos de outrora, entre os mundos das ideias e suas realizações. O mundo físico cognoscente passa a ter um novo olhar.Dentre muitos que trouxeram os questionamentos de suas importantes descobertas, um deles se destaca: Freud, trazendo à medicina o sentido de compreensão a certas doenças que até então eram tratadas a partir do corpo material, pelos "fisicalistas", despertando assim suas subjetividades.Adentrando um domínio que era, até então, campo da religião, causando espanto em conceitos seculares e indignação de seus pares, assim como da sociedade instalada como herdeira da transição criacionista e da então revolução evolucionista darwinista.Muitos com as mais boas intenções, outros saídos das sombras, se constituem os destrutores da boa-nova, em busca de acomodações e defesas, outros ajustamentos para recompor o equilíbrio das forças, outros como engenheiros de obras prontas, aproveitando alicerces constituídos, edificam novas estruturas. Como diria Sócrates, meros copistas do original, porém, assim como Descartes que preservou antigas bases sólidas, construiu novas paredes.O mesmo ocorre com a Psicanálise: reformadores, contestadores, inovadores e transformadores de algo incompreendido, trazendo suas falas elaboradas como a resolução do enigma do pensamento.Portanto, a escolha entre Freud e Lacan foi a inspiração para tais escritos, pois o segundo representa o movimento do homem senhor de si, na definição de que ele se completa em sua liberdade. Para isso, se apoia nos reformadores do mundo do pragmatismo, criando, assim, a construção do sujeito de Hegel, depois de Karl Marx, para a formulação de sua psicanálise, desconstruindo Freud com seu breve retorno retórico.Uma dialética da superação do Mestre na luta da libertação do escravo vê na psicanálise o trem da história para mais uma vertente na derrubada daquilo que se constituiu a base da espiritualidade desde os mitos de criação, ou seja, a divinização que sustenta o imaginário do inconsciente humano, algo que traz a esperança da transcendência, do infinito, para o imanente sujeito da finitude obscurecida pelas sombras de seu passado ontofilogenético.A escolha entre estes dois personagens, Freud e Lacan, é situar componentes que influenciaram a humanidade até o momento atual: o primeiro tendo como premissa o tratamento das almas, com o inconsciente como herdeiro do ser em transição; o segundo como navegante ideológico pós-Revolução Francesa no combate à afirmação do consciente apenas como estrutura de representação com seu significante.

Keywords

Psicanálise, Inconsciente, Estrutura Psíquica, Consciente

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